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sábado, 02 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Política

LUZ AO FIM DO TÚNEL: deputados acreditam na ‘pacificação’ da educação com novo ministro de Bolsonaro

Eles também comentaram sobre a polêmica da inserção de dados inverídicos no currículo lattes

31 julho 2019 - 09h30Por Rayani Santa Cruz

Após a assombração de Abraham Weintraub no ministério da Educação, deputados de MS acreditam que o substituto, Carlos Alberto Decotelli, deva fazer uma gestão pacificadora e converse com o segmento educacional. Porém, enxergam com preocupação a questão de dados inverídicos no currículo.

“Essa é uma questão que ele deve resolver. Se não existe o doutorado, que retire do currículo. Se existe, que ele conteste a universidade argentina”, disse o deputado Beto Pereira (PSDB).

Para a deputada Rose Modesto (PSDB), a falta de fiscalização sobre a inclusão de dados no currículo é preocupante. “A inclusão de informações a mais no currículo preocupa, uma vez que mostra uma formação que não condiz com as experiências ou conhecimento exigidos para o cargo, o que pode comprometer a execução das tarefas daquela função".

"Mas também levanta uma questão que preocupa: não há uma fiscalização sobre essas informações. O caso do ministro não foi o primeiro caso que veio a público, teve outros. Isso mostra que as universidades precisam criar mecanismos para evitar este procedimento. Afinal, o nome destas estão em jogo”, completa.

Para o deputado Luiz Ovando (PSL), a situação deve ser revista. “Eu tive a impressão de que ele é uma pessoa boa. E acho que essa questão do currículo deve ser revista. Não acompanhei e não vou emitir opinião sobre isso”.

O deputado Fábio Trad (PSD) disse que a polêmica do currículo foi desnecessária. "Acho que ele se envolveu de forma totalmente desnecessária em uma polêmica que pode lhe custar a nomeação. Não o conheço para avaliar a sua competência, mas convenhamos que alterar o currículo para enriquecê-lo com títulos que não possui é conduta bisonha".

Dialogo e pacificação

Para Beto Pereira, a gestão da pasta é fundamental. “A gente sempre espera que um novo Ministro, quando é nomeado, faça algo positivo na pasta que irá representar. O que eu realmente desejo é que Dacotelli observe questões técnicas relacionadas ao Ministério da Educação e que apresente uma política de gestão eficiente para a educação do País”. 

A deputada Rose acredita que o ministro seja mais aberto ao diálogo que o anterior. “A minha expectativa é que o novo ministro se disponha a conversar com o segmento educacional; valorize o ensino público, do básico até o universitário; apoie a aprovação do Novo Fundeb, que garante qualidade ao ensino público e valoriza os trabalhadores da educação; e adote procedimentos que restabeleça a credibilidade do Enem, que foi afetado por erros em anos anteriores. Pela trajetória profissional e pela formação, o novo ministro demonstra ser aberto ao diálogo”. 

O bolsonarista Luiz Ovando espera que Carlos Alberto Decotelli haja como um pacificador na pasta. “Espero que ele consiga exercer o cargo de uma forma diplomática, republicana e pacificadora”, diz o parlamentar que enxerga a escolha acertada de Jair Bolsonaro. 

“Gostei muito da escolha, porque além das questões técnicas, ele é negro e eu me alegro pela posição de destaque. Além disso, mostra mérito do presidente e demonstra que tudo isso que a oposição fala dele: ‘que é racista, nazista’ cai por terra”, diz Ovando.