Senadora mais votada da história de Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina (PP) usou todo cacife político para apadrinhar a candidatura de Adriane Lopes, do mesmo partido, na campanha vitoriosa da prefeita no ano passado. Pouco mais de 12 meses depois, a parlamentar desapareceu do lado da ainda aliada, e nem mais nas redes sociais é vista com a chefe do Executivo campo-grandense. Postura bem diferente mantém com o governador Eduardo Riedel, que fecha a trinca do PP em MS, figura que mantém intensa divulgação lado a lado em todo ambiente político.
A última aparição e divulgação pública de Tereza ao lado de Adriane, e bem mais pela assessoria da própria prefeita, foi em setembro deste ano, em evento do Progressistas em Campo Grande, quando a prefeita teceu longos elogios à senadora. Da parte da parlamentar, por outro lado, a fala foi muito mais tímida, com a Capital já na situação precária atual, com infraestrutura, saúde e setores sensíveis em estado caótico.
De setembro pra cá a situação só piorou, culminando com a operação do Ministério Público, liderada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), que investiga corrupção e desvios da ordem de R$ 62 milhões em contratos na Prefeitura de Campo Grande sob a gestão de Adriane Lopes.
Além disso, a prefeita foi avaliada como a pior chefe de Executivo entre todas as líderes de Capitais do País, e teve que ser socorrida de última hora pelo Parlamento municipal para o básico em Campo Grande, além de enfrentar possibilidade de CPI da Saúde, e da crise de violência entre guardas municipais e manifestantes contrários à administração municipal.
Desde então, a madrinha de Adriane não é mais vista com a prefeita. Nem mesmo nas redes sociais Tereza publica imagens com a então pupila. Ao mesmo tempo, postagens com o governador Eduardo Riedel são constantes. O contraste é nítido.
COBRANÇAS
Uma situação que chegou à reportagem mostra como Tereza está sendo cobrada também pela população nas ruas. Sempre elogiada nos locais que visita, a senadora, a mais votada da história de Mato Grosso do Sul, passou também a ser pressionada pelo campo-grandense por ter avalizado Adriane Lopes.
Mês passado, em restaurante em Campo Grande, Tereza foi cobrada por grupo de agropecuaristas amigos que moram na Cidade Morena, até de forma ríspida, pela situação da cidade. Educada, ela respondeu que faz o possível pela Capital, mas aos aliados mostrou incômodo pela situação, e está saindo menos após começar a ser pressionada nas ruas.







