O vereador Vanderlei Cabeludo (PMDB) confirmou que foi convocado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e vai prestar depoimento nesta quinta-feira (3) na Operação Coffee Break, às 14 horas.
Assim como o peemedebista, o vereador Airton Saraiva (DEM) disse que também foi convocado pelo Gaeco e garante que todos os parlamentares já tem conhecimento sobre aqueles que devem prestar depoimento nos próximos dias, já que uma notificação chegou na Casa de Leis com o nomes dos vereadores convocados.
"Também serei chamado, todos os vereadores já sabem quem serão os ouvidos porque a notificação já chegou à casa, mais de dois serão ouvidos. No meu caso, já sei sobre o que é. Serei convocado para esclarecer o ponto de uma conversa que tive, mas me confundi do local, falei um local e era outro". diz Saraiva.
Segundo Airton, ele será chamado apenas para fazer uma correção de informação e pretende verificar a possibilidade da correção ser feita por escrito. "Vou tentar fazer por escrito, mas se não for possível, não tenho problema de voltar lá para esclarecer isso".
Já o vereador Coringa (PSD) disse que não "tem conhecimento se será ou não convocado" para prestar depoimento na Operação, que ouve hoje, dois vereadores e um deputado estadual. O deputado foi convocado na condição de testemunha.
Até a próxima sexta-feira (4), outras quatro pessoas devem ser ouvidas na Operação.
Operação Coffee Break
É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como prinicipal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.
Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos.
Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flararam conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive ecônomica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.







