O pedido de Impeachment da presidente Dilma Rousseff gerou bochicho até na Câmara Municipal de Campo Grande. Na sessão desta quinta-feira (12), cerca de 10 pessoas compareceram à Casa de Leis para convocar a população para a manifestação marcada para domingo (15). Os vereadores apoiam a manifestação legítima, mas são contrários ao pedido de cassação da presidente por falta de embasamento.
A jornalista Karina Maia usou a tribuna para falar aos seus dez colegas e chamar a população para o evento. “Vim chamar a população para gritar fora Dilma, sim. Esperamos os vereadores conosco. Não para carregar nossas bandeiras, mas para ouvir-nos”.
Contrário ao movimento, o vereador Alex do PT respondeu ao discurso e foi alvo de críticas dos manifestantes. Os ânimos se exaltaram e a guarda municipal teve de intervir para controlar o grupo. “Não podemos comungar com uma tese que afronta a democracia”, criticou Alex.
De acordo com a manifestante, o dia 15 de março será grandioso e histórico. Mas as mobilizações precisam continuar na Casa de Leis.
Vereadora pelo PT, Thais Helena, se diz feliz com o “manifestar político da população”. “Para cassar tem que ter crime comprovado e denúncia formulada. Tem que ir pra rua reclamar da municipalização, da corrupção, mas não só a do PT”.
Para o vereador do PT do B, Otavio Trad, o protesto é legítimo e a população deve comparecer. Mas quando o assunto é impeachment, o vereado discorda. “É muito cedo, ela está no início da legislatura vencida democraticamente. Não cumpriu as promessas de campanha e isso é motivo para protestar sim, mas é cedo para falar em impeachment”.
Já Cazuza, do PP, não irá aos atos convocados para domingo. “Eu não vou porque o PP faz parte da base do governo. E, segundo, a administração está entrando o nos trilhos e se tirar a presidente, imagina o caos que vai ser?”
Chiquinho Telles, do PSD, também é contrário à tentativa de retirada da presidente. ”Eu não estou contra o movimento, mas a população teve a opção de tirar ela nas urnas e não fez. Estamos dando brecha para o militarismo. Por mais problemas que tenha a democracia ela ainda é o melhor sistema”, defendeu.
Para o vereador Carlão, do PSD, é preciso respeitar a Constituição Federal. “A classe pobre está sofrendo muito. Domingo eu estarei lá, mas se houver bagunça eu vou embora”. Luiza Ribeiro, PSD, disse que seu partido não participará do “Fora Dilma”. “Este é um movimento importante, mas não é o momento”.







