O ex-deputado federal Marçal Filho (PMDB) não conseguiu se reeleger e perdeu o foro privilegiado. Por conta disso, o processo movido contra ele por suspeita de participação em esquema desvendado na Operação Uragano saiu do STF (Supremo Tribunal Federal) e retorna para Dourados. Decisão do ministro Marco Aurélio de Melo, datada de 5 de março de 2015, revela que Marçal será julgado pela justiça comum.
“Providenciem o desmembramento destes autos, com reprodução de cópia integral e ulterior remessa à 2ª Vara Federal da 2ª Subseção Judiciária do Estado de Mato Grosso do Sul – Dourados, incumbindo ao
Órgão definir a sequência, ou não, neles próprios, do inquérito relativamente ao envolvido que não tem a prerrogativa de foro”, decidiu o ministro.
O inquérito 3352 instaurado no Supremo é contra Marçal Filho e Geraldo Resende. Os dois estão na mira da Justiça após suspeitas de participação em esquema descoberto durante as investigações da Operação Uragano da Polícia Federal, durante a gestão do ex-prefeito Ary Artuzi.
Marçal e Resende foram denunciados em 2012 pelo MPF (Ministério Público Federal) por provável ligação com a quadrilha que agia sob comando de Artuzi, acusada de fraudar licitações envolvendo a prefeitura. Ambos foram indiciados por suspeitas de cobrarem porcentagem sobre a verba destinada para a execução de obras na cidade. O recurso chegava a Dourados por meio de emendas parlamentares propostas pelos deputados no Congresso Nacional.







