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Polêmico, Marcelo Heitor quer ser 1º vereador do PCdoB 'impulsionado' por vídeos

Candidato afirma que ganhou destaques e não se arrepende de postagens polêmicas

17 SET 2016
Dany Nascimento
11h23min
Foto: Geovanni Gomes

Conhecido nas redes sociais por publicar vídeos que geraram polêmica após a eleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o candidato a vereador em Campo Grande, Marcelo Heitor Santos, que defende 'a unhas e dentes' a política de governo do Partido dos Trabalhadores, explicou ao TopMídiaNews que escolheu o PCdoB para se candidatar após uma reunião em família.

Mesmo fazendo parte de um núcleo familiar completamente petista, Heitor afirmou que ficou dividindo entre as duas siglas e resolveu encarar o desafio de tentar ser o primeiro vereador eleito pelo PCdoB na Capital. "Minha candidatura foi debatida primeiro dentro da minha família, sempre trabalhei na política, mas essa é a primeira vez que tento ser vereador. Tenho uma interlocução, já que o deputado federal Zeca do PT, que é meu tio e com o deputado federal Vander Loubet (PT) que é meu primo. Meu pai é prefeito de Porto Murtinho pelo PT e minha mãe também já foi prefeita pelo PT, eu defendo muito o partido, mas quis tentar ser o primeiro vereador do PCdoB na Capital".

Questionado sobre ficar famoso nas redes sociais com postagens em que aparece comemorando a vitória de Dilma Rousseff, sendo criticado por muitas pessoas, Heitor garante que não se arrependeu das postagens que fez e acredita que a repercussão dos vídeos acaba colocando sua candidatura em destaque.

"As pessoas associam o vídeo a mim ainda sim, fiquei conhecido em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e um ano e meio depois, eu reafirmo minha opinião pessoal política, chamada pelos partidos de oposição como golpe, no vídeo eu não falei um palavrão, estava falando daqueles que perderam e não aceitaram a derrota, tanto que agora a Dilma sofreu o impeachment. Eu sou contra o impeachment, quando o Aécio não aceitou a derrota e depois contou ainda com Eduardo Cunha", diz Heitor.

Marcelo afirma que se destaca entre os candidatos por explicar diretamente ao leitor, a função de um vereador e ressalta que já percorreu mais de 100 bairros durante a campanha eleitoral. "Já andei bastante pelas ruas da Capital e sou muito bem recebido pelo eleitor. O que eu consegui perceber nesse tempo de campanha é que está saindo na frente aqueles que percorrem os bairros e mesmo tendo tantos candidatos, poucos estão percorrendo as ruas. Eu andei em oito bairros em um dia e não encontrei nenhum candidato pelas ruas, essa campanha é mais difícil, se as pessoas não percorrerem os bairros, acho qeu fica mais difícil ainda".

Sobre a atual relação entre o prefeito de Campo Grande Alcides Bernal (PP) e os vereadores da Capital, Heitor afirma que os dois erraram na foram de administrar. "Acho uma situação extremamente difícil, o Bernal foi eleito sabendo que tinha um número pequeno de base e encontrou dificuldade, momento em que os vereadores já votaram para reduzir o orçamento. Além disso, o Alcides Bernal tem uma personalidade difícil e não conseguiu avançar e hoje está como está, Campo Grande dentro de um buraco".

Diante disso, Marcelo se compromete e buscar diálogo com os colegas parlamentares caso seja eleito e votar projetos que resgatem a Capital. "Independente de partido político, primeiro de tudo é sentar com os colegas e buscar uma forma de resgatar a Capital. Tem que buscar diálogo como prefeito, analisar projetos e fazer o  melhor. Eu tenho experiência por tudo que vivi na política, nunca me candidatei, mas sempre estive no meio da política e acredito que isso traz benefícios para nossa cidade. O contato que tenho com Vander e Zeca ajuda muito a Capital".

Ao percorrer as ruas durante a campanha, Marcelo Heitor diz que percebe que a periferia está esquecida. "Eu faço campanha na periferia e vou dedicar meu mandato para eles, percebo que falta vagas nos Ceinfs, falta médicos nos postos de saúde, principalmente pediatra, falta espaço para crianças e jovens também, defendo que nos finais de semana, as escolas devem ficar abertas para que as crianças consigam utilizar quadras de esporte".

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