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Política

há 10 anos

Marquinhos admite intenção de assumir PSD e despreza ‘cortejo’ peemedebista

O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) admitiu hoje (14) que analisa a legislação eleitoral para migrar para o PSD sem correr o risco perder o mandato na Assembleia Legislativa por infidelidade partidária. Ele foi convidado para assumir o diretório municipal da legenda. “Estou estudando com carinho os aspectos jurídicos”, declarou.

Na ocasião, o parlamentar ainda ironizou os discursos dos colegas de bancada que o incluem na lista de pré-candidatos do PMDB para a prefeitura de Campo Grande nas eleições de 2016. “Na lista negra do PMDB, só se for. A forma de condução do ex-governador André Puccinelli oprime, comprime, reprime e deprime”, alfinetou.

Em reunião realizada na segunda-feira (14), os peemedebistas deram o pontapé inicial na busca pelo pré-candidato ideal para concorrer na Capital. Conforme a deputada Antonieta Amorim (PMDB), todos os filiados podem concorrer. “Todos os que têm domicílio eleitoral e são peemedebistas estão à disposição do partido”, destacou.

Presidente regional do PMDB, Junior Mochi, destacou que Marquinhos é um candidato em potencial que precisa ser considerado. No entanto, ele enfatiza que o interessado precisa ter disposição de entrar na briga e comunicar o partido sobre suas pretensões assim como Puccinelli e o senador Waldemir Moka sinalizaram que não vão concorrer.

Convite

Ex-presidente do PSD, o empresário Antônio João Rodrigues, divulgou na sexta-feira (10) que teria convidado Marquinhos Trad e seu irmão, o ex-deputado federal Fábio Trad (Sem Partido), para assumir o comando do diretório estadual do partido em Mato Grosso do Sul.

O suplente de deputado, Fábio Trad, já assinou a desfiliação do PMDB e está com o caminho livre para assumir a nova legenda. Ele abandonou o ninho peemedebista criticando a forma de fazer política do grupo e acusando correligionários de traição, após perder as últimas eleições para o Congresso Nacional.

Marquinhos, no entanto, corre o risco de perder o mandato se efetuar a mudança, pois a resolução nº 22.733 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que dispõe sobre as regras de infidelidade partidária, determina que o mandato no Legislativo pertence ao partido, ao invés do parlamentar.

A mudança de legenda só é permitida no caso de criação de novo partido, motivo pelo qual Marquinhos acompanhou de perto as movimentações para a criação do PL – também articulado pelo ministro Gilberto Kassab – ou em casos de “grave discriminação pessoal”, argumento que deve ser utilizado por ele para abandonar o PMDB.

Entre os argumentos que podem ser usados por Marquinhos, está seu depoimento contra o ex-governador André Puccinelli (PMDB) no processo para desfiliação partidária do ex-prefeito de Dourados, Ari Artuzi. Na época, o deputado estadual testemunhou contra a legenda que o abriga.

Entre os irmãos Trad, Nelsinho é o único que não manifestou, ao menos publicamente, se possui interesse em deixar o grupo pemedebista. Mesmo assim, o ex-prefeito também segue o caminho do isolamento dentro da legenda e afirmou ontem (14) que permanecia no PMDB "por enquanto".

Se durante a campanha eleitoral, Nelsinho costuma declarar abertamente que correligionários estavam apoiando candidatos adversários, nas duas reuniões do PMDB que participou neste ano, ficou em silêncio todo o tempo e recusou sentar-se à mesa principal.

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