O deputado estadual Marquinhos Trad afirmou que deve se basear em um dispositivo da Justiça Eleitoral para conseguir se desfiliar do PMDB sem perder o seu mandato político. A resposta veio nesta quinta-feira (5), depois do ex-governador André Puccinelli declarar que o mandato seria do partido e não do parlamentar.
Segundo Marquinhos, o fato dos senadores terem dificultado a criação de novos partidos políticos, como o Partido da Liberdade, por exemplo, atrapalhou os seus planos de migrar para a sigla. Devido a esse impasse, o parlamentar vai utilizar o dispositivo de descriminação pessoas, que está prevista na lei de infidelidade partidária para deixar o PMDB.
"Hoje eu tenho condições de pedir a saída do meu partido [PMDB] usando um dos dispositivos da Lei Eleitoral, tanto pelo desconforto criado no PMDB e pela mudança de ideologia", ressaltou o parlamentar.
Ao ser questionado sobre a morosidade que envolve todo o processo, Marquinhos explicou que a Justiça Eleitoral é mais rápida do que a Justiça comum e destacou que outros políticos conseguiram disputar as eleições por meio de liminar judicial. "Teve o caso do Ary Artuzi que queria ser candidato a prefeitura de Dourados e que moveu ação contra André Puccinelli. O próprio Acides Bernal também concorreu a eleição com força de liminar", lembrou.
O parlamentar ainda destacou que o seu 'desconforto' dentro do PMDB vem desde quando prestou depoimento a favor de Ary Artuzi para sair do partido quando saiu do partido para disputar a prefeitura de Dourados. Marquinhos ainda declarou que tem até outubro para definir a sua situação já que prentede disputar a prefeitura de Campo Grande.







