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Para reestabelecer privilégio que Bernal perdeu, Marquinhos exige 30% de suplementação

Câmara Municipal restringiu o índice de remanejamento do atual prefeito de 30% para 5% e pretende manter valor

16 NOV 2016
Dany Nascimento e Airton Raes
12h02min
Foto: André de Abreu

Prefeito eleito para comandar Campo Grande a partir de 2017, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD), disse que não aceita ter apenas 5% de suplementação no orçamento e vai exigir que seja disponibilizado limite de 30%. Trad faz questão de relembrar que, com exceção de Alcides Bernal (PP), todos os outros prefeitos governaram com 30%.

"Em relação ao orçamento, eu não abro mão dos 30% de suplementação. Todos os prefeitos, com exceção do atual gestor, desde o Lúdio Coelho, sempre tiveram 30%. Se não alterar agora, no dia 1º de janeiro vou solicitar que seja alterado", diz o prefeito eleito, durante sessão ordinária na ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul).

Sobre Bernal administrar com apenas 5%, Marquinhos é ácido e diz que os vereadores que devem ser questionados diante disso. Também reafirma que exige a disponibilização dos 30%, como era até a administração de seu irmão, Nelsinho Trad (PTB).

O índice de 5% de suplementação é o limite que os prefeitos possuem para remanejar recursos do orçamento sem a autorização da Câmara Municipal. A 'coleira' mais rígida, que foi implantada somente na gestão de Bernal, significa que o prefeito precisa de autorização dos vereadores sempre que quiser transferir dinheiro destinado à educação para a saúde, por exemplo.

Plano diretor

Já sobre o plano diretor do município, Marquinhos diz que participa de uma reunião na tarde desta quarta-feira (16), para dialogar sobre a revisão, que é realizada a cada 10 anos. O projeto que auxilia no planejamento urbano da cidade está nas mãos de Bernal e deve ser encaminhado até o fim do ano para a Câmara.

"Minha preocupação é com o plano diretor. Hoje terei essa reunião para ver pontos junto com técnicos, vamos conversar sobre pontos preocupantes em relação à revisão do plano diretor, que é feita a cada 10 anos", afirma Marquinhos. 

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