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Marquinhos foca na transição de governo, mas já encontra 'voluntários' ao secretariado

Prefeito eleito avalia a situação financeira da Capital antes de anunciar o primeiro escalão

8 NOV 2016
Rodson Willyams
19h00min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

Logo após ser eleito prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, do PSD, informou que deve escolher 'profissionais técnicos e capacitados' para compor o primeiro escalão do seu governo, mas mantém os nomes guardados a 'sete chaves' enquanto avalia as contas da prefeitura e o orçamento para 2017.

Até o momento, Marquinhos antecipou apenas que a vice-prefeita eleita, Adriane Lopes (PEN), esposa do deputado estadual Lídio Lopes, do mesmo partido, deve integrar a administração municipal. Informações extraoficiais apontam que ela possa comandar a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), mas nada ainda foi confirmado.

Na lista de possíveis nomes para compor o primeiro escalão estaria também o ex-coordenador de Comunicação Social de Campo Grande, durante a gestão do ex-prefeito Nelsinho Trad (PTB), e atual presidente municipal do PSD, Robison Gatti Vargas. Informações de bastidores apontam que Gatti poderia ocupar a Secretaria Municipal de Governo ou a de Juventude.

Ao TopMídiaNews, Gatti afirmou que, no momento, não tem nada definido. "Não tem nada ainda. O prefeito eleito está trabalhando para saber a situação financeira e aguarda a Comissão de Transição. Somente depois do diagnóstico é que ele vai escolher o secretariado", explicou. No entanto, afirmou que, caso recebesse um convite, ficaria 'lisonjeado'.   

Outro nome que tem se ventilado é o de Antônio Lacerda, atual presidente regional do PSD e que chegou a coordenar a campanha de Marquinhos. Durante o período eleitoral, ele já era apontado como um dos nomes cotados para compor o primeiro escalão da prefeitura no próximo ano.

Indicado por Marquinhos para compor o governo de transição, o economista Pedro Pedrossian Neto, adiantou que o prefeito eleito não escolheu nomes para compor o primeiro escalão da prefeitura. Segundo ele, o foco, por enquanto, é o levantamento macro sobre a situação financeira de Campo Grande.

No entanto, Pedrossian Neto não descartou, eventualmente, a possibilidade de integrar o primeiro escalão junto com Gilberto Calcante e Alexandre Ávalo. "No momento, não há nada disso, não sei se o prefeito chegou a pensar nessa possibilidade. Mas é claro que sempre há uma possibilidade. No momento não tem nada disso não. Isto somente quem vai decidir é ele", finalizou.

Também na lista de possíveis secretários está o médico urologista Marcelo Vilela para a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde). Como todos os anteriores, o nome dele não está confirmado, mas ele é apontado nos bastidores como indicação do deputado federal Luiz Henrique Mandetta, primo de Marquinhos e presidente regional do DEM, um dos partidos que apoiou o prefeito eleito. 

Aliados

Na Câmara Municipal, o assunto também tem dominado, uma vez que Marquinhos convidou a Casa de Leis para participar do governo de transição. Alguns parlamentares já consideram a possibilidade de participar do governo municipal.

Um deles seria o vereador Edil Albuquerque, do PTB. O parlamentar informou que, desde o início, apoiou a candidatura de Marquinhos e esteve à disposição para auxiliá-lo. Também destaca que, se houver um convite, está pronto para ajudar.

"Apoiei desde o início da campanha, mas é claro, que não teve nada ligado a cargos e carreiras. Mas se eventualmente surgir, estou pronto para ajudar", comentou o parlamentar que já foi secretário da Sedesc e vice-prefeito de Nelsinho Trad.

Outro a comentar foi o vereador Chiquinho Telles, do PSD. O parlamentar afirmou que não pretende deixar a Câmara Municipal, mas se o prefeito eleito precisar de um líder na Casa de Leis, se colocou à disposição. "Em respeito as pessoas que votaram em mim, eu ficarei aqui e não tenho a intenção de ir para a administração. Acho que posso contribuir mais aqui. Mas se ele precisar de um líder, eu me coloco à disposição", finaliza Telles.

Até o momento, no entanto, Marquinhos foca na Comissão de Transição para saber como está a situação financeira da prefeitura. 

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