O deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) negou qualquer tentativa de abafar as investigações sobre a gestão do ser irmão, o ex-prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB). “Eu assinei a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde. O fato de eu questionar (a CPI) não quer dizer que eu estava acobertando ele (Nelsinho), eu estava apontando outro erro”, afirma.
Em 2013, Marquinhos colocou em dúvida a lisura das investigações realizadas pela CPI da Saúde que, entre outras coisas, apurou possíveis irregularidades na compra do Sistema Gisa, que custou cerca de R$ 10 milhões para realizar o agendamento de consultas médicas por telefone e nunca funcionou. Na época, Amarildo Cruz (PT) fez um voto em separado pedindo o indiciamento de Nelsinho e do ex-secretário de saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM).
“Não justificava uma CPI que foi a quatro ou cinco municípios gastar meio milhão de reais. Quanto foi gasto na CPI da Enersul? R$ 12 mil e trouxe resultados satisfatórios. Eu acho muito mais grave o Amarildo, como presidente, não ter convidado o Nelson para depor que eu ter questionado os gastos dele. Por que ele não chamou o Nelsinho para depor?”, argumenta Marquinhos.
O peemedebista negou ainda que os correligionários do partido tenham feito pressão para evitar a convocação do ex-prefeito e alegou que Amarildo não se sujeitaria à pressão. Marquinhos afirma também que não sugeriu o convite, pois não queria se “intrometer” no trabalho conduzido por um parlamentar “diligente e responsável” como o petista.
Quanto as investigações do MPE (Ministério Público Estadual) sobre as operações tapa-buraco realizadas durante a gestão de Nelsinho, Marquinhos delega a responsabilidade a outros órgãos de fiscalização. “O prefeito é fiscalizado pela Câmara Municipal e também pelo Tribunal de Contas. Ele está sendo investigado por lá”.







