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Prefeitura atrasa a entrega de informações e atrapalha transição de Marquinhos

Reunião já foi desmarcada duas vezes e secretaria informou dados errados, segundo prefeito eleito

18 NOV 2016
Rodson Willyams e Airton Raes
09h30min
Foto: André de Abreu / Arquivo

O prefeito eleito Marquinhos Trad, do PSD, quer explicações 'plausíveis' do atual secretário municipal de Planejamento, Disney de Souza Fernandes, sobre os números divulgados pela pasta e depois corrigidos, referentes à arrecadação. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (17), durante reunião com o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB,

Há uma semana, Marquinhos aguarda que o secretário do prefeito Alcides Bernal, do PP, mostre um panorama sobre a real situação financeira da Capital, mas a reunião não aconteceu e já foi desmarcada por três vezes. "Foi por parte dele", disparou Marquinhos afirmando que foi o próprio Bernal que havia desmarcado o encontro.

Durante reunião com a alta cúpula do PSDB, Marquinhos afirmou que quer explicações sobre os números divulgados e depois corrigidos por Disney. "Nós queremos fazer um apanhado técnico e houve uma diminuição significativa [da arrecadação], anunciada por eles de quase meio bilhão [de reais], mas depois foi corrigido por eles. Queremos uma explicação plausível", comentou.

Marquinhos ainda afirmou que o prefeito Alcides Bernal ficou de entrar em contato nesta sexta-feira (18), para agendar uma nova reunião. Mas, segundo a assessoria de Marquinhos, ainda não houve retorno.

Nesta semana, o economista Pedro Pedrossian Neto declarou que, até o momento, a Comissão de Transição não tinha informações sobre a situação financeira de Campo Grande, e que aguardava a equipe de Bernal para tomar conhecimento. Com isso, a comissão de transição fica engessada, mesmo começando a trabalhar antes do prazo estipulado pela normativa do Tribunal de Contas do Estado.

Crise financeira

Conforme o vice-presidente da Comissão de Orçamento da Câmara Municipal, Eduardo Romero, da Rede, o secretário Disney de Souza, junto com os técnicos da prefeitura, afirmou que Campo Grande pode apresentar uma perda de arrecadação de R$ 500 milhões no próximo ano.

Além disso, o Orçamento será menor e as dívidas reais da Capital já totalizam R$ 246 milhões, sendo que o rombo pode ser maior se incorporar as que contas que não foram empenhadas. Se somados esses valores, a dívida passa dos R$ 400 milhões.

Romero ainda disse que a receita da Capital está comprometida em 54%, que somados aos reajustes dos servidores e mais o piso dos professores, o comprometimento pode chegar a 60%, passando além do previsto da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

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