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Marquinhos recusa pedido de Mochi e diz que mantém requisitos da CPI dos Fantasmas

Trad diz que mantém o pedido de investigação dos últimos 30 anos

16 NOV 2016
Dany Nascimento e Airton Raes
11h10min
Foto: Geovanni Gomes

Ao tomar conhecimento do pedido feito pelo presidente da ALMS (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), deputado estadual Junior Mochi (PMDB), Marquinhos Trad (PSD) afirmou que não pretende atender a solicitação do peemedebista para alterar requisitos na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Fantasmas.

Na proposta de abertura da comissão, Marquinhos solicita que o colegiado realize um levantamento da ficha funcional de todos os parlamentares nos últimos 30 anos, para investigar supostos funcionários fantasmas e nepotismo cruzado entre os poderes. O deputado garante que não vai alterar a proposta de Mochi, levando em consideração que durante campanha eleitoral, candidatos rivais tiveram acesso a sua folha de ponto no ano de 1986.

"Não vou alterar o término, porque conseguiram a minha folha de ponto de 1986 durante um ato político. Se colocar para investigar até 1990, fica o restante sem ser investigado, se colocar somente o atual, parece que eu não quero ser investigado, então eu vou manter a proposta", diz o deputado estadual.

Segundo Marcos Trad, a atitude do presidente da Casa de Leis em enviar a proposta para ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, contraria o regimento interno. "A tramitação da CPI é inédita, nunca teve essa tramitação que vai contra o regime interno da Casa. Cabe ao presidente decidir se abre ou não, está errado encaminhar para a CCJ".

Ao relembrar que outras comissões passaram pela CCJ, como a CPI do Cimi e do Genocídio, Trad afirma que houve erro da mesa diretora. "Se aconteceu, a mesa diretora errou, isso anula todo o processo". Após afirmar para a imprensa que não vai modificar a proposta, Marquinhos deve fazer o comunicado oficial para o presidente da ALMS.  

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