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Ameaçados com pistola, Marun e Puccinelli pedem apoio federal para eleições

Policial civil teria sacado a arma e provocado pânico em comício em Iguatemi

26 SET 2016
Rodson Willyams
11h08min
Foto: Rodson Willyams

O deputado federal Carlos Marun, do PMDB, deve ser reunir nesta segunda-feira (26), com o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), José Carlos Barbosa, com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Divoncir Schreiner Maran e com o superintendente da Polícia Federal, Ricardo Cubas César, para pedir segurança reforçada. Ele e o ex-governador André Puccinelli foram ameaçados pelo policial civil, Ricardo Palaoro, durante um comício na última sexta-feira (23), em Iguatemi.

Após a reunião, realizada na sede do partido nesta manhã, o deputado classificou o caso como um 'ato premeditado de terrorismo político', que teria sido causado por adversários políticos.

"Tenho razões que foi um ato premeditado de terrorismo político. Foi algo extremamente grave de disputa política. O policial plantonistas colocou em risco a vida de pessoas e apontou a pistola para os presentes e a gente sabe que ela é fácil de disparar. Confesso que fiquei preocupado com essa situação", disse.

Como determinação do partido, Marun informou que deve levar o caso ao conhecimentos das autoridades, e agendou reuniões para o dia de hoje com os respectivos representantes dos órgãos mencionados. "Eu devo ir hoje, às 13h30, lá na sede da Polícia Federal para conversar com o superintendente. Deve me reunir hoje também com o secretário de Segurança Pública. Entendo que isso não foi uma coisa normal, um ato executado por um policial civil que estava em serviço".

Além de acionar os órgãos competentes, o parlamentar ainda deve pedir à Câmara dos Deputados, para que envie um representando ao Estado para acompanhar o inquérito. "Devo enviar o meu expediente ao Rodrigo Maia ainda hoje sobre esse caso", disse.

Durante a reunião, alta cúpula do PMDB designou o advogado do partido Diego Nassif para acompanhar o inquérito. O partido ainda pediu o imediato afastado do policial civil das suas funções. "Nós pedimos o afastamento dele até fim da eleição".

Adversários

Marun disse durante a coletiva, que acredita que alguém teria ligado para o policial assim que Marun e Puccinelli chegaram à cidade. "Nós estávamos vindo de Tacuru, quando chegamos quase no final do comício que já estava em andamento. Logo que o Lídio falou, subi e comecei a falar, logo depois foi a vez do André e a partir daí o policial desferiu vários impropérios contra mim e contra o governador André, e após isso, sacou a arma e causou pânico", relata.

Em razão disso, o parlamentar afirmou que acha estranho e tem certeza que o policial foi avisado por adversários para ir até ao local. "Nós fizermos o Boletim de Ocorrência, esperamos o delegado de Naviraí chegar, porque o da cidade não estava lá. Agora nós queremos que esse inquérito seja administrativo e criminal e este caso precisa ser averiguado. Para descobrir quem ligou basta quebrar o sigilo telefônico dele porque suspeitamos que seja alguém de outro partido coligado que ligou para esse policial".

Reforço

Ainda como providência, Marun deve solicitar ao desembargador Divoncir, presidente do Tribunal Regional Eleitoral, a presença da Força Nacional para assegurar a legitimidade da eleição em três municípios. "Vamos solicitar que o TRE faça esse pedido para as cidades de Itaquiraí, Coronel Sapucaia e Iguatemi para que garanta a lisura das eleições com o apoio das forças federais".

Para ele, o fato ser próximo a fronteira, o caso merece mais atenção. "A gente sabe que há um número considerado de abstenção de índios neste local, sendo uma curvatura fora do eixo". Por fim, Marun ainda afirmou que espera que o atual governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, tome providências. "Espero que o governador Reinaldo Azambuja tome medidas enérgicas sobre esse caso".

Participaram da reunião, além de Marun, o ex-governador André Puccinelli e os deputados Márcio Fernandes, Antonieta Amorim, Eduardo Rocha, e o presidente da Assembleia Legislativa e presidente regional do partido, Junior Mochi. Todos membros da Executiva Estadual.

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