Para o deputado estadual Carlos Marun (PMDB), a possível aliança entre PSDB e PT em Mato Grosso do Sul para as próximas eleições pode ser considerada como esdrúxula e incoerente, a declaração aconteceu na manhã desta quinta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Caso a aliança seja sacramentada, o parlamentar informou que o PMDB vai rever o seu apoio à candidatura da presidente Dilma Rousseff.
"Entendo que fechada oficialmente, essa coligação será esdrúxula e contaminada pelo vírus da incoerência. Para a política é um vírus mortal e não há como evitar que o PMDB de Mato Grosso do Sul discuta isso para as próximas eleições", ressaltou Marun.
Para o deputado, os partidos vivem em conflitos no cenário nacional. "O PSDB e o PT travam uma briga onde se ofendem e isso não é mais uma questão de pragmática de moral, de caráter e de honra". E continuou, "o PSDB não acredita nas possibilidades eleitorais do [senador e pré-candidato à presidência] Aécio Neves, porque se acreditassem não estariam menosprezando Mato Grosso do Sul".
Marun ainda comentou que a situação se complica entre os partidos porque o pré-candidato tucano à Presidência faz forte oposição à situação e só quer instalar CPI. Ele não acredita em palanque "Dilmécio" no Estado. "Como vai ser o palanque Dilmécio? Vai ter normas no palanque. Não vai poder falar da Petrobrás, Metrô de São Paulo, ou seja, vai ter mais segurança do que orador", declarou.
O senador Delcídio do Amaral não descartou a possibilidade de uma aliança entre os partidos e já afirmou que essa briga só ocorre especificamente no Estado de São Paulo e que agora querem importar esse racha para as demais regiões do país.
PMDB e PT
Sobre essa conjuntura, Marun afirmou que a situação seria favorável à presidente Dilma, pois haveriam dois palanques, isto se não houver a aliança entre o PSDB e o PT. Isto para o PMDB seria conveniente afirma o parlamentar, "porque nós fazemos parte do governo Dilma e temos essa tendência de apoiá-la".
Para o deputado não haveria problema se o ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho (PMDB) e o senador Delcídio pedissem voto para a presidente. "Não haveria problema já que há um acordo nacional", finalizou.
Conforme o parlamentar, o PMDB segue conversando com os grandes partidos PSB, PDT, PR e DEM para formalizar uma possível coligação para as próximas eleições. Em junho termina o prazo definir as convenções partidárias e as coligações.







