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sexta, 01 de julho de 2022 Campo Grande/MS
Política

'Brasileiro deveria pensar mais no país do que em si mesmo', diz Marun sobre protestos

O político diz que lamenta o fato de crianças estarem fora da escola e pessoas serem afetadas com direito de ir e vir

15 março 2017 - 10h43Por Rodson Willyams

O deputado federal Carlos Marun, do PMDB, que está em Brasília (DF), disse em entrevista ao TopMídiaNews que a população deveria pensar 'mais no Brasil', do que no seu 'próprio problema' para se aposentar. O parlamentar ressaltou que as medidas são 'necessárias' e que se nada for feito, o 'país não terá futuro'. 

Marun disse à reportagem que respeita o movimento programado para esta quarta-feira (15). "O manifesto é um direito democrático, mas lamento que a população sofra com isso. Não cabe à mim, desconsiderar essa manifestação", comentou. 

E afirmou que lamenta que "crianças estejam fora da escola e que o direito de ir e vir das pessoas tenham sido prejudicados". Nesta manhã, em Campo Grande, diversos usuários do transporte coletivo tiveram dificuldade de chegar ao trabalho, os motorista paralisaram as atividade e só retornaram às 8 horas de hoje e professores entraram em greve. 

Pouco antes de entrar em um reunião no Palácio do Planalto, o deputado ainda afirmou que a população precisa pensar mais no país. "É pena que a população não pense mais no Brasil. Hoje, pensam mais no seu problema para se aposentar. Mas sem isso, o país não vai ter futuro e essa medida é imprescindível e necessária", finaliza. 

O deputado preside a comissão especial na Câmara Federal que discute a reforma da Previdência Social no Brasil. Em Campo Grande, a Fetems mobiliza milhares de pessoas. O protesto contra a reforma da previdência no Centro de Campo Grande paralisou o trânsito por trinta minutos criando congestionamento de veículos. Entretanto, os motoristas afetados acham positivo o ato e apoiam a manifestação.

A proposta do governo idealizada pelo presidente da República, Michel Temer, fixa a idade mínima para se aposentar em 65 anos, tanto para homens quanto mulheres. O prazo para contribuição para a Previdência Social se eleva e sobe dos atuais 15 para 25 anos, entre outras medidas.