O deputado federal Carlos Marun (PMDB) vai pedir que os membros do partidos investigados na Operação lava Jato sejam afastados da presidência da Executiva nacional do PMDB. Para impedir isso, o presidente nacional do partido Senador Romero Jucá cancelou reunião prevista para acontecer nesta quarta-feira, 08 de março. Marun é acusado por Renan Calheiros de ‘tentar dar golpe’ após visitar Eduardo Cunha na prisão.
Marun iria entregar carta assinada por deputados federais do partido solicitando o afastamento de Jucá da presidência do PMDB. Também o afastamento do atual presidente do Senado Eunício Oliveira, que é tesoureiro do PMDB e do ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães.
A executiva nacional cancelou a reunião para que o documento não fosse entregue. Se acatada a solicitação, o deputado federal João Arruda viraria o presidente nacional do PMDB.
No documento a ser apresentado à executiva nacional da sigla, os deputados afirmam que essas lideranças "deveriam se afastar do comando nacional do partido e de seus órgãos nacionais auxiliares todos aqueles sobre quem pesam acusações/factíveis no âmbito da operação Lava Jato, até para que os mesmos possam se dedicar a suas defesas". A carta também propõe que o PMDB se coloque na disputa presidencial em 2018.
O senador Renan Calheiros acusou Marun de ser porta voz de Eduardo Cunha e que coincidentemente o pedido de afastamento da executiva nacional só correu após Carlos Marun visitar Cunha na prisão. Em resposta, Marun afirmou que Renan está “vendo fantasmas” e que foi visitar Cunha porque "pode entrar e sair" do presídio, "coisas que outras pessoas talvez não consigam fazer".








