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Política

07/04/2015 13:21

Mensalão da Enersul: deputados reclamam ter recebido parte de relatório

Os deputados estaduais que estão envolvidos com a criação da CPI que vai investigar o Mensalão da Enersul reclamaram na manhã desta terça-feira (7) que tiveram acesso a apenas 10% do relatório disponibilizado pela CVM (Câmara de Valores Mobiliários), em posse do deputado Marquinhos Trad (PMDB). O deputado Paulo Correia (PR) – cotado para presidir a comissão – disse que assim que for oficializada a CPI vai procurar diretamente a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O republicano avaliou que foi um jogo de cena de Marquinhos quando ele disse iria distribuir cópias do relatório da PWC (PricewaterhouseCoopers) e que vai acionar a Aneel para saber porque demorou tanto para ser divulgada a denúncia da CMV. “A data é de 28 de março de 2013, mas o relatório foi apresentado em 18 de março de 2014. Nós já estamos em abril de 2015 e até agora não tem um resultado mais aprofundado em relação a isso”, criticou.

A reunião que vai oficializar os membros da CPI foi adiada para a quarta-feira (8), às 8h30, no plenarinho, porque o deputado Marquinhos Trad está em Brasília na reunião da Aneel que trata do reajuste tarifário.

“Temos bagagem para que a comissão seja clara, rápida e objetiva. Tudo o que for descoberto na CPI será documento, tudo será provado. Se realmente for comprovadas as denúncias os responsáveis pelo grupo Rede tem que responder criminalmente, e se ficar comprovado que influiu na tarifa têm que fazer devolução para o consumidor”, afirmou Paulo Correia.

O deputado ressaltou que ainda em muita contradição acerca das investigações e citou que enquanto Marquinhos fala em 35 beneficiários de um mensalão, o deputado federal Elizeu Dionízio (SD) disse ter ido na CVM e constatado pelo menos 60 nomes na lista.

“Não temos como saber porque só pegamos as páginas finais do relatório. Não fomos atrás porque a CPI ainda não começou. Mas se houver os nomes na lista será aberto para o povo porque o relatório é público”, destacou.

O deputado Beto Pereira (PDT) – cotado para ser o relator da CPI – enfatizou que vai esperar mais documentos para se manifestar.  “Pairam um monte de dúvidas: primeiro o relatório é de um ano atrás. O que aconteceu nesse ano? Um relatório que não é conclusivo em hora nenhuma, diz apenas que tem que investigar”, declarou, dizendo que independente dos relatórios da PWC e da Aneel, a CPI fará uma nova investigação “a fundo”.

O deputado Onevan de Matos (PSDB) declarou extraoficialmente que não tem conhecimento do conteúdo e que recebeu apenas parte dos documentos. “Com a parte não é possível avaliar. Precisa primeiro eleger presidente, relator”, afirmou.

Já o petista Pedro Kemp informou que está empenhado e que quer levar essa discussão a fundo. “Não tenho interesse nenhum em colocar panos quentes. Vamos cobrar as informações. Se tem alguém querendo emperrar essa CPI não é do PT. Do que eu já li, têm indícios de irregularidades nos balancetes da Enersul, inclusive formam cobradas informações, sobre a prestação de contas e a Enersul não colaborou”, destacou completando que a empresa no mínimo não agiu com transparência. “O pior é que já tem uma CPI que indicou irregularidades e outras continuaram”, finalizou Kemp.

Em reunião com a cúpula da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), no mês de março, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) levou documentos mostrando o desvio na casa dos R$ 700 milhões dos cofres da Enersul e informou que iria pedir a instalação de uma CPI na Assembleia para apurar as ilegalidades. A análise foi feita em contratos firmados nos anos de 2010, 2011 e 2012.

De acordo com o parlamentar, o levantamento revela contratos superfaturados com empresas dos próprios donos do grupo Rede, que administrava a Enersul, sendo uma delas a Elucid Solutions S/A, de propriedade de Jorge Queiroz e de sua esposa, Regina Beatriz. Também uma “folha confidencial” que informa o pagamento de um ‘mensalão’ a 35 pessoas físicas e jurídicas. Leia mais clicando aqui.

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