O vereador Ronilço Guerreiro (Podemos) afirmou que vai acompanhar de perto e cobrar esclarecimentos sobre os fatos que levaram o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) a deflagrar a operação “Apagar das Luzes”, que investiga contratos relacionados à iluminação pública em Campo Grande.
Integrante da comissão parlamentar de recesso, Ronilço destacou que, mesmo durante o período de fim de ano, o Legislativo tem o dever de exercer o papel fiscalizador. Segundo ele, já foram encaminhadas solicitações formais ao Executivo municipal e ao secretário da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), e agora aguarda respostas oficiais.
Em nota encaminhada ao TopMídiaNews, o vereador afirmou que busca informações de forma responsável e com respeito às investigações em andamento.
“Tenho buscado essas informações de forma responsável, cumprindo o papel fiscalizador do mandato. Mesmo sendo final de ano, é importante que haja respostas, porque a população precisa entender o que aconteceu. As solicitações já foram encaminhadas ao secretário e estou aguardando um posicionamento oficial para compreender, de forma técnica e clara, qual é a situação dos contratos e como se deram esses processos, sempre com respeito às investigações e ao interesse público”, disse.
Operação
A operação Apagar das Luzes, deflagrada pelo MPMS, apura possíveis irregularidades em contratos firmados pela prefeitura da Capital com três empresas, que seriam responsáveis pelo setor de iluminação pública.
Na manhã de sexta-feira (19), o Gaeco deflagrou a operação, cumprindo 14 mandados de busca e apreensão em Campo Grande e em Balneário Piçarras (SC), com autorização do Núcleo de Garantias da Capital.
Além da Construtora JLC Ltda, também são investigadas a Construtora B&C Ltda e uma terceira empresa ainda não divulgada. Segundo o MPMS, as empresas, em conjunto, teriam causado um superfaturamento superior a R$ 62 milhões apenas em parte dos contratos analisados. Dois servidores públicos, sendo um da ativa e outro aposentado, também estariam envolvidos no esquema.
As investigações apontam que a organização criminosa era formada por agentes públicos e privados, que direcionavam contratações, superfaturavam serviços e desviavam recursos da Cosip. O Gaeco identificou ainda a existência de um segundo núcleo criminoso, voltado à criação de empresas de fachada, usadas para simular prestação de serviços e facilitar o desvio de dinheiro público.
Embora haja menção de que parte das irregularidades teria origem em gestões anteriores, o Ministério Público destacou que a investigação atinge contratos em vigor, firmados em 2024 e que foram objeto de aditivos recentes.
Durante a operação, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos que devem subsidiar a continuidade das apurações. O procedimento segue em sigilo.







