Após o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ter finalizado as investigações que envolve o prefeito Gilmar Olarte (PP) e alguns vereadores por crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha praticados com o apoio de alguns políticos da Capital, o Ministério Público Estadual, encaminhou a denúncia para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. As denúncias tramitam sob sigilo, mas o processo foi confirmado pela assessoria de imprensa da Corte.
A denúncia chegou ao judiciário, mas como os processo corre em segredo de justiça interno e externo, não é possível transmitir a informação sobre o conteúdo. A denúncia foi encaminhada para o desembargador Rui Celso Florence que será o relator do processo, ainda conforme a assessoria do TJMMS.
O Gaeco investigava o caso desde abril deste ano, após a cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), feita por 23 vereadores da Câmara Municipal, que forçou Bernal a deixar a administração da prefeitura de Campo Grande.
Uma das linhas de investigação apontava o envolvimento do atual prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) , por fomentar a compra de votos que levaria a cassação do ex-prefeito com ajuda de vereadores que na época faziam oposição a Bernal.
A casa do prefeito, inclusive, chegou a ser alvo de busca e apreensão por parte do Gaeco. Porém, o conteúdo apreendido não foi revelado.
Durante a investigação, o Gaeco chegou a apreender alguns documentos armazenados em CDs, encontrados na casa do atual prefeito, onde alegou que o material apreendido seria de músicas evangélicas e que os investigadores ao ouvir seriam 'evangelizados' ao escutar as gravações.







