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Em Campo Grande, ministro da Defesa promete operações surpresa na fronteira

Raul Jungmann garantiu que a União vai priorizar ações na fronteira de Mato Grosso do Sul

8 DEZ 2016
Airton Raes
14h55min
Foto: Geovanni Gomes

O ministro da Defesa Raul Jungmann participou de audiência pública na manhã desta quinta-feira, 08 de dezembro, onde garantiu empenho do Governo Federal na proteção e monitoramento das fronteiras para combater o contrabando e narcotráfico. Jungmann destacou que as operações serão intensificadas em 2017, sendo fragmentadas e imprevisíveis para aumentar a eficácia.

Raul Jungmann explicou que a Operação Agatha, das forças armadas, realizada anualmente nas fronteiras, tem tido resultado menores a cada ano, pois ficou previsível. “A Operação Agatha serve como um grande mutirão. Mas hoje ficou previsível. Virou férias para bandido. Retrai o crime. Mas não acaba com ele. Por isso precisamos intensificar as ações de inteligência e monitoramento”, disse.

O ministro afirmou que o problema das fronteiras não são apenas dos estados, mas de todo o país. Ele também disse que o presidente Michel Temer (PMDB) mandou priorizar a questão das fronteiras. “A prioridade atualmente é a fronteira, aqui em Mato Grosso do Sul, virei pessoalmente a cada 90 dias para acompanhar as ações”, explicou.

O Governo Federal estima, segundo o ministro, que mais de R$ 80 bilhões em divisas não são arrecadados por atuação do contrabando e descaminho. “Além disso, temos que nos preocupar com a batalha social e de saúde, pois aquém fronteiras temos o consumo de drogas e alguém que empunha a arma contrabandeada. Não podemos nos iludir que a questão é só de segurança ou fronteira”, disse.

Dentre as ações para 2017, Jungmann detalhou a atuação da Comissão Permanente de Desenvolvimento e Integração das Faixas de Fronteiras (CDIF), formada por mais de 20 órgãos, com a atribuição de contribuir para o aperfeiçoamento da gestão das políticas públicas, a valorização das operações surpresas, o incremento de recursos tecnológicos e de recursos humanos, a intensificação de operações de inteligência e o reforço do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron).

Também deverá ser implementado pelo Governo Federal o primeiro núcleo de inteligência em Mato Grosso do Sul, para auxiliar na atuação contra crimes fronteiriços. Para tanto, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) agradeceu o empenho. “Hoje, discutiremos sobre esse núcleo que terá a participação de vários órgãos da segurança, no desmantelando dessas organizações criminosas que afligem nosso país e os vizinhos. É muito importante essa integração, polícias organizadas. Eu acho que temos que construir pontes e não muros nas fronteiras para termos cada vez mais ações integradas. Estamos fortalecendo nossas estruturas, mas ainda não podemos relaxar mesmo sendo o terceiro estado mais seguro do país. Precisamos do adicional aos efetivos das fronteiras e apoio da União. Sua presença, ministro, já mostra essa preocupação”, agradeceu o governador.

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