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Política

30/05/2014 18:00

Ministro da Saúde define indígena para o comando da Sesai em MS

Seminário

O ministro da saúde, Arthur Chioro anunciou a liberação de uma verba de R$ 600 milhões para saúde em Mato Grosso do Sul, durante o seminário 'Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros'. O seminário que era para ser realizado no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, devido a um protesto de acadêmicos, professores e médicos, o evento foi transferido as pressas para o auditório da FIEMS, (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) no meio desta tarde de sexta-feira (30), em Campo Grande.


“Estou feliz com o empenho do ministro em liberar a verba para o Estado. Todos os prefeitos estão preocupados com a saúde dos municípios”, disse o senador Delcídio do Amaral (PT) que lembrou ainda do indígena kadiwéu, Hilário da Silva, que deverá assumir a SESAI (Secretária Especial da Saúde Indígena) do Estado. “É o fim da novela, sempre lutei que a escolha pelo líder da SESAI fosse alguém do mesmo sangue indígena, pois só eles sabem das lutas e dificuldades”, afirmou Delcídio.


A nomeação de Hilário atende a uma reivindicação histórica dos indígenas do Estado no sentido de que um índio conduzisse a Sesai, que chegou a ser invadida em vários protestos. As lideranças indígenas exigiam a saída da atual gestora da Sesai/MS, Eliete Domingues.


Ainda em discurso, o senador Delcídio disse que na quinta-feira (29) da Procuradoria da República considerou o Programa Mais Médicos uma ação dentro da legalidade. Comentou, também, ter visto nos municípios por onde passa que o atendimento melhorou com a chegada dos profissionais de outros países. O técnico de enfermagem Hilário da Silva assume a SESAI após a publicação da portaria do Ministério da Saúde.


Protesto

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, evitou a imprensa ao chegar no auditório da FIEMS para participar de seminário onde palestrou sobre o programa “Mais Médicos”.  O ministro chegou acompanhado do governador André Puccinelli (PMDB), do prefeito Gilmar Olarte (PP) e do senador Delcídio do Amaral (PT).


Os manifestantes, cerca de 100 pessoas, entre eles, professores, acadêmicos e médicos foram barrados na entrada do auditório por seguranças do ministro e também pela polícia militar.


Conforme o presidente do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul, Dr. Alberto Cubel Brull Junior o protesto é para mostrar a indignação da saúde no país. “Em quatro anos o governo acabou com 160 mil leitos do SUS, os profissionais trabalham sem medicamentos, local apropriado para consultas e exames. O ministério ao invés de resolver os problemas da saúde no país, que está um caos fica fazendo política para reeleger a presidente Dilma”, opinou.


A primeira secretária do CRM, Rosana Leite de Melo está indignada com a situação. “Isto é quebra de democracia. Nossos representantes foram eleitos e por mais que tenhamos votado neles, o respeitamos, então eles tem que nos respeitar também. O ministro fugiu da gente, estão com medo do que? De professores e estudantes?”, protestou a secretária.

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