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Ministro de Bolsonaro chama brasileiro de ladrão e recebe moção de repúdio de deputados em MS

Vélez Rodriguez (Educação), que é colombiano, disse que brasileiro 'viajando é canibal'

6 FEV 2019
Celso Bejarano
13h27min
O deputado Pedro Kemp Foto: Arquivo/TopMídiaNews

Numa disputa instigada, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul aprovou, na sessão da manhã desta quarta-feira (6), uma moção de repúdio contra o ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, o colombiano Vélez Rodríguez. 

Em entrevista à revista Veja, o ministro disse ao comentar o retorno da disciplina Educação Moral e Cívica nas escolas: "o brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola". Ou seja, o colombiano chamou o brasileiro de ladrão contumaz.

A proposta da moção foi do deputado estadual Pedro Kemp, do PT. Ele teve de se esforçar da tribuna para convencer os parlamentares a concordarem com o que achou um absurdo um ministro “chamar todos (eu, você, nós) de ladrão. Isso foi uma declaração ofensiva e desrespeitosa”.

Levado à votação, o propósito de Kemp ficou no empate: sete deputados votaram pelo sim da proposta; outros setes, não concordaram com a ideia.

Com o empate, o presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, do PSDB, teve de votar. E ele aceitou a moção de Kemp. 

Com isso, por oito votos a sete o legislativo estadual aprovou moção de repúdio contra o ministro Rodriguez.

Pela moção votaram os deputados Lídio Lopes (Patriota), Zé Teixeira (DEM), Renato Câmara (MDB), Pedro Kemp (PT), Marçal de Souza (PSDB), Herculano Borges (SD), José Carlos Barbosa (DEM), o  Barbosinha e Paulo Corrêa (PSDB); pela não, o capitão Renan Contar, coronel Carlos Alberto David, ambos do PSL, Evander Vendramini (PP), Lucas de Lima (SD), João Henrique Catan (PR), Antônio Vaz (PRB) e Gerson Claro (PP).

Os que votaram pelo não disseram que o assunto merecia atenção melhor e quiseram que voltasse a ser debatido numa outra sessão.

O ministro Vélez Rodriguez (Educação) - Foto: revista Veja
 

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