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Moradores de assentamentos em MS vão à Câmara Federal pedir regularização de terras

Para deputado Dagoberto, Bolsonaro não quer reforma agrária e, sim, que 'morram os índios e os sem-terra'

16 ABR 2019
Celso Bejarano, de Brasília
16h21min
Foto: Celso Bejarano

Militantes de movimentos que defendem os direitos dos sem-terra em Mato Grosso do Sul, ligados à Frente Nacional de Lutas no Campo e Cidade, entidade chefiada por José Rainha, ex-comandante do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), estiveram na tarde desta terça-feira (16), no gabinete do presidente da Câmara dos Vereadores, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Lá, eles pediram apoio pela regularização de lotes situados em assentamento do Estado.

O encontro, mediado pelo deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT-MS), durou em torno de meia hora.

“Sabemos que o governo de Jair Bolsonaro é contra a reforma agrária. Ele [presidente] quer é que morram índios e sem-terra. Então, eles [moradores de assentamentos] estão preocupados. A reforma foi feita e agora querem consolidar as escrituras”, disse o parlamentar.

Na audiência, Rainha, representantes do movimento de outros estados e dois de MS pediram a Maia que articule com as bancadas apoio pela regularização de terras já transformadas em assentamentos.

Dagoberto citou como exemplo a demora na emissão de títulos aos assentados a região da cidade de Nova Andradina (250 quilômetros de Campo Grande). Nessa localidade, o assentamento Casa Verde, criado na segunda metade da década de 1980, que virou distrito, vive em torno de 12 mil pessoas e nem todas, oficialmente, são donas dos lotes que habitam.

Por meio de emenda parlamentar do deputado, é que a prefeitura consolida hoje em dia a documentação dos assentados.

 

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