O anúncio do convite do PSD para a deputada federal Tereza Cristina (PSB) abriu uma disputa regional entre dois grupos políticos com projetos de poder em Mato Grosso do Sul.
O partido estava praticamente fechado com a família Trad, mas a aproximação de uma afilhada política de André Puccinelli (PMDB) colocou o núcleo em alerta.
Desde a nomeação na direção regional do partido do advogado Antônio Lacerda, que trabalha no mesmo escritório que o ex-deputado federal Fábio Trad (Sem Partido), o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) aguardava apenas a possível aprovação de uma janela partidária para oficializar a mudança, mas acredita que seus planos foram ameaçados.
“Agora soube pelos colegas de imprensa que o André pediu para a Tereza assumir o PSD, mas Deus vai abrir uma porta pra mim”, declarou hoje durante a entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida, em Campo Grande, que contou com a presença do ministro das Cidades, Gilberto Kassab.
Também presidente nacional do PSD licenciado, Kassab confirmou a possível filiação, mas garantiu que um projeto não anula outro. “Existe uma expectativa muito grande que o PSD tenha no deputado Marcus Trad o seu candidato a prefeito. A deputada Tereza está avaliando muito bem. Ela não é candidata a prefeita e não há nenhuma incompatibilidade com a deputada Tereza com o Marcus e também o sempre deputado Fábio”, declarou.
O ministro negou qualquer influência política do ex-governador, apesar de Tereza ser a pré-candidata à prefeitura do PSB, partido que ela presidente regionalmente. Segundo ele, a parlamentar recebeu o convite do presidente da frente parlamentar ruralista do PSD, o deputado Marcos Monte.
Ainda de acordo com Kassab, mesmo que Tereza assuma a presidência regional do partido, ela não poderá alterar o projeto já em andamento, pois o diretório em Mato Grosso do Sul funciona de forma provisória e precisa do aval da direção nacional em todas as suas decisões.
“Os três foram convidados estão refletindo. Não é algo certo. Se vierem ficaremos muito felizes, todos nós do PSD. Se não vierem que sejam felizes onde ficarem, que tenham sorte. São pessoas com muita credibilidade”, concluiu.
A parlamentar também participou do evento na Capital, mas deixou a solenidade mais cedo sem falar com a imprensa. Se ela efetivar a migração, o partido do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo, vai ficar sem representante na bancada sul-mato-grossense.







