quinta, 15 de janeiro de 2026

Busca

quinta, 15 de janeiro de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Política

08/10/2014 07:00

Muita discussão e pouca ação da esquerda elege candidatos conservadores

Revés

Muito discurso, pouca ação prática. Questões que ainda são tabus questionadas à exaustão dentro de um país onde saúde, educação, baixos salários, transporte público entre outros fatores que afetam o dia a dia da população não foram equacionados, fazem o eleitor preferir os candidatos que apresentam promessas mais práticas, ainda que em alguns casos, mais retrógradas.

 

O Brasil cobra demasiado e retribui pouco. Sua política econômica insipiente coloca o dragão da inflação guardando a porta do futuro; novidade pouco conhecida dos brasileiros de até 37/38 anos, e extremamente temida pelos que têm acima dessa idade e sofreram na carne e no bolso a dura realidade de antes do Plano Real. Os serviços públicos não têm qualidade, e são exercidos por servidores mal preparados, em uma burocracia jurássica e equipamentos e instrumentação idem. O Brasil de fato.

 

Discursos e ações grandiloquentes, explicações inteligíveis sobre crises mundias que justificam nossa incompetência econômica, obras inconclusas, violência de mãos dadas com a inoperância, Justiça fraca, falha e lenta, corrupção em todos os níveis. O Brasil em que vivemos.

 

Queremos morar no país que a propaganda oficial mostra. Essa frase utilizada como mote de campanha tornou-se jargão jocoso entre a própria população sem acesso aos milhares de casas que não sobrevivem à primeira chuva; ao melhor sistema de saúde pública do mundo; inserida em cursos superiores de habilitações questionáveis, sem que lhes tivesse sido proporcionada uma educação básica com um mínimo de qualidade.

 

Esse “conjunto da obra” afastaram o eleitor dos candidatos de viés mais à esquerda. Hoje, como sempre, a “Esquerda” mostra uma incomparável competência para o discurso e total incompetência na ação.

 

Na contramão do mundo, onde a população se torna mais participativa na vida política de seus países, como elementos fundamentais a exigir mudanças que coloquem nos trilhos as economias desses países, ou na luta pela democracia, ou pelos mínimos direitos, o cidadão brasileiro se afasta cada dia mais da política, conforme comprovam os crescentes e elevados números apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral, ou pela votação massiva em candidatos que pregam ações práticas, ainda que errôneas.

 

As manifestações de junho de 2013 se perderam, a renovação política se faz às avessas. As eleições de 2014 que levaram para as Assembleias estaduais e para o Congresso militares, religiosos, ruralistas e outros segmentos considerados conservadores dá um recado claro do que 'realmente' pretende a população.

 

O descontrole é tamanho que, antes de discutir direitos humanos mínimos e a possibilidade de reeducação e reinserção do segmento marginalizado, quer a sua segurança, o direito de ir e vir sem sustos e sem sobressaltos. Quer ver na prática esse país do futuro, com suas potencialidades imensas, cara a cara, não mais pelas bem elaboradas propagandas oficiais. Quer que as obras prometidas sejam finalizadas sem que antes ou depois sejam matéria das páginas policiais.

 

Temas como a legalização do casamento gay não cabe na dura realidade das famílias desassistidas. A descriminalização do aborto deve ser analisada a partir de um atendimento humanitário na saúde, de saneamento básico adequado, do controle de endemias e epidemias.


"Posso afirmar com segurança que houve retrocesso em relação a essas pautas. Se no atual Congresso houve dificuldade para que elas prosperassem, no próximo isso será muito mais ampliado. Houve uma redução de quem defendia essa pauta no Parlamento e praticamente dobrou (o número de) quem é contra", diz o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz.


Este basta, provocou um ligeiro retrocesso político, conforme comprovam as eleições, por exemplo, de Paulo Maluf, Celso Russomano – envolvidos em diversos escândalos de corrupção -, Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano e outros de perfil conservador. Todos têm um discurso prático: “bandido bom é bandido morto”; “Na época dos militares não se via tantos escândalos”; e discursos escorados na sua própria interpretação da bíblia que coloca o “amai-vos uns aos outros como eu vos amei” bem aquém do carcomido Velho Testamento.

 

Os políticos de esquerda se perderam no discurso dirigido a uma população dos países mais desenvolvidos, mas que enfrenta a realidade das Nações mais atrasadas; os “de direita” usam uma linguagem mais direta e não se importam em ter uma sociedade justa, falam apenas em colocar um pouco de ordem no caos.


A população, essa só queruma polícia que prenda o marginal que aterroriza seu bairro e o corrupto que rouba milhões; uma justiça que mantenha presos um e outro; quer ter emprego e ser assistido em momentos difíceis, usufruir de um sistema de saúde que lhe atenda minimamente; transporte público; tudo de forma digna, como digno é o seu rendimento com o qual paga seus impostos.

 

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias