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Política

Na Comissão do Impeachmet, senadores de MS têm passado 'controverso'

28 abril 2016 - 08h26Por Rodson Willyams

Eleitos membros titulares da Comissão Especial do Impeachment no Senado Federal, Waldemir Moka e Simone Tebet, ambos do PMDB, foram nomeados para analisar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Responsáveis por avaliar supostos crimes que podem afastar a presidente do cargo, os parlamentares têm passado, no mínimo, 'controverso'.

Os parlamentares são unânimes em dizer que, com a possibilidade de afastamento de Dilma, podem erradicar ou, quem sabe, diminuir o nível de corrupção no país.

Porém, os mesmos representantes sul-mato-grossenses que 'lutam' pelo combate à corrupção já foram, ou são, alvos de investigações. Se envolveram em escândalos referentes a possíveis irregularidades cometidas, envolvendo recursos públicos.

O primeiro, o senador Waldemir Moka se viu envolvido em um escândalo enquanto era deputado federal dentro da própria Câmara dos Deputados. Conforme reportagem publicada pela Folha de S. Paulo, em 26 de fevereiro de 2010, Moka teria gasto cerca de R$ 12 mil após imprimir 40 mil exemplares de um boletim em que divulgava a sua então candidatura ao Senado.

Na época, segundo a Folha, o conteúdo do boletim possuía um título chamado de 'Moka Senador'. No informativo, ele aparecia sorrindo em uma fotografia na qual a imagem simulava a votação para o Senado na tela eletrônica. O material foi distribuído entre os filiados do partido em Mato Grosso do Sul.

Todo o material foi impresso dentro da Casa de Leis, dentro da Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) com autorização da própria Câmara. No entanto, segundo a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o pagamento de despesas 'de caráter eleitoral' é proibido por lei. Conforme a resolução, na época, candidatos a prévias não podiam receber doações em dinheiro diretamente.

 

Em resposta à Folha, naquele ano, o hoje senador disse que a disputa das prévias não caracteriza campanha eleitoral e, por isso, os boletins não extrapolariam os limites da atividade parlamentar e ainda disse que usou a verba da Câmara para imprimir os boletins "Moka Senador" para "dar transparência" à despesas com as prévias.

O procurador eleitoral do Ministério Público Federal no Estado, que naquele período estava sob o comando de Pedro Paulo Grubits, disse que o caso seria investigado e que, se tivesse alguma irregularidade, ele seria impedido de concorrer ao cargo ao Senado. Atualmente, ele é senador.

Viagens

Um ano antes, em 2009, enquanto ocupava a Terceira Secretaria da Câmara dos Deputados, Moka viajou com a mulher e as três filhas para a Europa e ainda chegou a transportar o ex-deputado José Borba, que naquele ano, era um dos réus do mensalão. Tudo com a cota da Câmara. Ainda segundo matéria do Congresso em Foco, Moka teria debitado na conta da Câmara uma passagem de ida e volta com a mulher para Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Para o cargo de terceiro-secretário, entre suas atribuições, está previsto a distribuição de cotas de passagens aéreas para todos os deputados. Quando o caso veio à tona, o Ministério Público Federal encaminhou apenas uma orientação à Câmara dos Deputados, em que reiterou que a cota era não poderia ser usada por terceiros que não fosse para atividades alheias ao mandato e que seria, exclusivamente, do parlamentar.

Em reposta à publicação, o senador admitiu ter usado o benefício da Câmara para viajar com a família para a Europa, além de ter transportado o ex-colega envolvido no Mensalão. Por meio da assessoria de imprensa, o parlamentar afirmou que cedeu a passagem a Borba porque ele havia sido ex-deputado e ex-líder do seu partido na Câmara, o PMDB.

Simone 

Além de diversas investigações enquanto  foi prefeita de Três Lagoas, a ex-vice-governadora e atual senadora Simone Tebet também possui alguns embaraços na Justiça. Conforme reportagem publicada nesta segunda-feira (25), pelo Portal UOL, a parlamentar aparece lista como investigada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) à reportagem paulista, Simone disse que 'não é ré em nenhuma ação'.

Porém, a parlamentar em Mato Grosso do Sul teve os bens bloqueados pela Justiça. Leia a matéria completa aqui.