“Não há nada disso”. Essa foi a única frase pronunciada do prefeito Gilmar Olarte (PP) ao ser questionado sobre o ultimato que recebeu do PMDB. Em reunião de cúpula desta segunda (23), lideranças deixaram bem claro que não fazem parte da gestão dele a frente da prefeitura e foram mais longe, afirmando que o partido precisa ‘manter distância de Olarte’.
A declaração em clima de ‘deixa disso’ pode ser uma tentativa de reaproximação, já que caso o ex-governador André Puccinelli (PMDB) decida concorrer ao cargo de prefeito da Capital, a disputa ficará polarizada entre tucanos e peemedebistas.
Pesam contra a candidatura de Olarte as investigações realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação ao Crime Organizado) que o apontam como cabeça de um esquema criminoso de corrupção, lavagem de dinheiro e estelionato; escândalos em pagamentos milionários sem justificativa a frente da prefeitura; além do fato de que nunca conseguiu se eleger para nenhum mandato político, tendo assumido tanto o cargo de vereador como o de prefeito como suplente.
Caciques do PMDB, como a deputada estadual Antonieta Amorim, o deputado estadual Eduardo Rocha, deputado federal Caros Marun e outros membros da executiva fizeram questão de deixar claro que o apoio de alguns vereadores a Olarte vem sendo feito de forma pessoal e que até o líder na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB) tem data marcada para retirar seu apoio ao prefeito.
Eduardo Rocha - marido da senadora que ocupou a vaga de vice-governadora na gestão de Puccinelli – foi mais incisivo e chegou a dizer que ‘a melhor coisa que o partido faz é ficar longe desse Olarte’.







