A situação está complicada para o prefeito Gilmar Olarte (PP). Para a população campo-grandense, sua gestão não vai nada bem. A saúde e a falta de atenção aos bairros da periferia encabeçam a lista de reclamações. Na Câmara Municipal, o chefe do executivo vive a expectativa da abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar de inquérito) para apurar as irregularidades no serviço de tapa-buraco.
“Nunca vi faltar tanto remédio nos postos de saúde. Lá no meu bairro, tem gente esperando por mais de duas semanas por um remédio que é controlado”, reclama a dona de casa Rosenilda Vicente, 49 anos, moradora da Vila Popular.
Além da falta de remédios, a ausência de médicos também tem irritado os moradores. “Ginecologista é só uma vez no mês e olha lá. Tem dois meses que eu estou tentando marcar uma consulta e nada”, lamentou a costureira Marilene de Macedo Santana, 45.
Os itens iluminação e manutenção dos bairros da periferia também apareceram entre as reclamações. A estudante Mariana Gomes Pereira, 18, moradora do bairro Santa Emília, considera a situação do centro da cidade muito boa, mas reclama da falta de atenção aos birros. “As ruas estão sujas e falta iluminação. Lá no Dom Antônio Barbosa eles nunca foram arrumar a luz. Agora no centro, tá tudo arrumadinho”.
Apesar das críticas, quando o assunto é troca de comando a população se divide. Para o naturopata Sérgio Alves da Silva, o ‘troca-troca’ no comando não é a saída. “Ele chegou ao poder da maneira que não deveria, não consultaram a nossa opinião, não respeitaram o nosso voto, mesmo assim, eu não apoio a saída dele”.
Já o comerciante Benício Fernandes, teme o rearranjo político em torno de uma eventual saída do prefeito. “Quem ficaria no lugar dele? Vai ser muito pior. A verdade é que tudo precisa de um limpa, tirar ele não vai melhorar nada”.







