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'Ninguém sabe, ninguém viu': central de monitoramento de serviços da prefeitura 'desaparece'

Inaugurada em 2012, central deveria fiscalizar serviços terceirizados como o transporte público na Capital

4 DEZ 2016
Thiago de Souza
15h00min
Espaço foi inaugurado em dezembro de 2012 na Capital Foto: Divulgação - PMCG

A existência, funcionalidade e os equipamentos da central de monitoramento de serviços públicos delegados de Campo Grande, inaugurada em 2012, foi questionada por um cidadão, ao MPE (Ministério Público Estadual).

O diretor do Fórum da Cidadania de Campo Grande, Haroldo Borralho, questiona onde foram parar os equipamentos da central de monitoramento que serviriam para fiscalizar a qualidade dos serviços públicos que o município delega às empresas privadas. Também pergunta se eles estão acondicionados de forma correta a fim de evitar perda de dinheiro público, já que foram investidos ali R$ 20 milhões.  

''O Ministério Público tem que ver isso daí, já que é patrimônio público, o consumidor paga, tanto a questão da água, do lixo, esgoto'', alertou Borralho. 

Conforme o site de notícias da Prefeitura Municipal de Campo Grande, a central foi inaugurada em 2012, na gestão Nelsinho Trad. Porém, em 2013, com a cidade sob o comando de Alcides Bernal (PP), o serviço teria sido desativado. O prédio da Agereg nesse ano ainda funcionava na Rua Dom Aquino, próximo ao Estádio Belmar Fidalgo.  

Em 2012, quando da inauguração, o sistema previa para o transporte coletivo o acompanhamento em tempo real da localização dos ônibus, o cumprimento da tabela de horários  e até equipamento para foto digital de todo portador de gratuidades, a fim de comparar com as imagens do cadastro e assim evitar uso indevido do benefício. 

No dia da inauguração, inclusive, a prefeitura prometeu que o usuário do transporte coletivo teria como monitorar a localização do ônibus via aplicativo de celular assim como o horário que ele passaria em qualquer ponto ou terminal. 

Além do transporte coletivo, o serviço de coleta de lixo, operado na época pelos consórcios Guaicurus e CG Solurb, seria fiscalizado. Com o sistema era possível monitorar o trajeto dos caminhões coletores de lixo nos bairros, otimizando o serviço e solucionando divergências sobre o serviço. 

No serviço de abastecimento de água, a agência reguladora tinha condições de controlar dados como a vazão nos mananciais e se o tratamento estava sendo feito de forma adequada. 

Questionada, a Prefeitura Municipal de Campo Grande, por meio de sua assessoria de comunicação, disse que buscou informações junto a Agereg, mas até o fechamento dessa edição, não respondeu as perguntas. 

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