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Política

há 2 semanas

Nome de Simone Tebet para eleições em São Paulo enfrenta resistência em ala do PT

Ministra exige "seguro antitraição" e verba de campanha para deixar base em MS; ala petista insiste em Haddad, apesar de críticas sobre apelo popular

A possível transferência do domicílio eleitoral de Simone Tebet (MDB) para São Paulo, embora vista por analistas como um movimento natural de ascensão nacional, esbarra agora em um campo minado dentro do próprio governo: a resistência ideológica do PT. Para deixar de vez a base em Mato Grosso do Sul e se aventurar no maior colégio eleitoral do país, a ministra impôs condições que geraram um forte mal-estar na cúpula petista.

O "Plano A" é Haddad, apesar dos riscos

O principal entrave para a sul-mato-grossense atende pelo nome de Fernando Haddad. O ministro da Fazenda é o "queridinho" da base histórica do PT para a sucessão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo publicado pela imprensa nacional através do jornal Estadão.

No entanto, nos bastidores políticos de Mato Grosso do Sul e até de Brasília, a insistência em Haddad é vista como um risco calculado, ou, para os mais críticos, um "tiro no pé". Enquanto Tebet circula com facilidade entre o centro e setores do agronegócio (fortes em SP e MS), Haddad carrega a pecha de ter dificuldade de interlocução com as massas e com o interior paulista, perfil muito similar ao que o derrotou em pleitos anteriores.

Exigências de Simone: dinheiro e garantias

Segundo o Estadão, ciente de que entrará em "terreno inimigo" dentro da esquerda, Simone Tebet não quer ser usada apenas como um palanque temporário para o presidente Lula em São Paulo.

Ela exige garantia de Fundo Eleitoral, ou em palavras mais diretas: que o PT abra os cofres. Ela sabe que, sem o suporte financeiro da máquina petista, sua candidatura pelo PSB (partido para o qual migraria) ficaria asfixiada.

Tebet também negocia um seguro contra abandono. Segundo a imprensa nacional, a ministra exige o compromisso de que não será rifada no meio do caminho caso o PT decida priorizar nomes próprios ou alianças de última hora.

A resposta da base petista, porém, teria sido gélida. Deputados do partido já avisaram que não aceitam dividir o "bolo" do Fundo Eleitoral com uma candidata de outra sigla, mesmo que ela seja o principal ativo de centro do governo.

O impacto para MS

Para Mato Grosso do Sul, o cenário é de observação atenta. Simone Tebet foi eleita senadora por aqui com uma votação expressiva e possui um espólio político que lhe garantiria protagonismo local por décadas. Ao exigir garantias financeiras e políticas para mudar para São Paulo, Simone sinaliza que sabe do risco que corre: o de perder a relevância no seu estado de origem e acabar isolada em São Paulo por uma militância petista que ainda não a aceitou plenamente.

A conversa decisiva ocorre nesta semana durante a comitiva presidencial ao Panamá. Simone só dará o próximo passo se sentir que não está trocando o "certo pelo duvidoso".

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