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Política

há 3 semanas

Nota zero! Gestão Adriane ainda compra kits escolares e crianças improvisam (vídeo)

Professores teriam pedido caderno velho até que novos chegassem

A gestão Adriane Lopes ainda está em fase de aquisição de parte dos kits escolares para a Rede Municipal de Ensino de Campo Grande. O detalhe é que as aulas já começaram e crianças improvisam para fazer atividades. 

A comprovação da denúncia está no Diário Oficial do Município desta quarta-feira (11). A publicação traz extrato do contrato entre a Secretaria Municipal de Educação, a Semed, com a empresa G&L Comércio e Distribuição LTDA. O objeto do processo é a compra de kits de material escolar, no valor de R$ 21.260,50. 

Ainda segundo o diário, assinaram o termo o secretário de Educação, Lucas Henrique Bitencourt de Souza e a representante da empresa, Ana Luiza Pereira dos Santos de Lima.


Reclamação 

Com o atraso na entrega dos kits, sobraram reclamações de mães de alunos das escolas municipais. Uma delas, que tem filhos na Escola Nagen Jorge Saad, no Tijuca, lamentou: 

''Não avisaram nada referente ao atraso ou adquirir o básico'', criticou a mulher. No detalhe da da reclamação, a mãe diz que no primeiro dia de aula, os professores avisaram aos pais sobre o atraso no ''boca a boca''. 

''Disseram que, quem pudesse, providenciasse o material básico e poderia ser até cadernos velhos'', relatou a moradora.

O que mais indignou a contribuinte é que a prefeita Adriane Lopes divulgou que não houve problemas com o conjunto de materiais. 

''Questionei meu filho que está no pré. Ele disse que escreveram em uma folha solta, porque não tinha caderno'', lamentou mais uma vez a denunciante.  Ela diz ter relato da mesma situação na Escola Municipal de Educação Infantil Professora Eloy Souza Da Costa. 

Caos 

Na volta às aulas da REME, o secretário Lucas Bitencourt informou que alunos de poucas escolas receberam o kit escolar este ano. O motivo seria aguardar a acomodação inicial dos estudantes para que o conjunto de materiais seja contabilizado na quantidade correta. Ele justificou questões como transferência, alunos não matriculados e desistências. 

O titular da Semed se esquivou de tratar do indicativo de greve das auxiliares da Educação Infantil, que cobram melhores salários. 

Entramos em conta com a prefeitura. A resposta será publicada assim que houver retorno.

 
 

 

 


 

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