“O PMDB é partido de um projeto pessoal, ou seja, de uma pessoa e só dela!”, a afirmação é do radialista e ex-deputado federal Marçal Filho e é direcionada ao presidente local da sigla, o deputado federal Geraldo Resende, com quem se mostra bastante insatisfeito. As informações são do site Dourados News.
“Estou entrando no PSDB, mas, sem impor a condição de ser o candidato a prefeito. Se meu nome figurar e o partido achar que é o que deve ser, estou a disposição. No PMDB acontece ao contrário, antes mesmo da eleição para deputado federal, o presidente do partido já tinha definido isso [candidatura a prefeitura]”, resumiu.
Na opinião do radialista, Geraldo acabará sozinho no PMDB, devido a sua posição ‘personalista’. “Acho que essa tensão existe por conta da posição personalista do presidente e acaba criando esse clima que estamos vendo, creio que ele vai ficar com o partido sozinho. Agora para mim, isso já é página virada, o negócio é o PSDB”, relatou.
A afirmação do ex-deputado confirma o ‘racha’ existente em sua ex-sigla, principalmente por conta da quantidade de nomes a disposição para substituir o atual chefe do Executivo, Murilo Zauith (PSB) nas eleições municipais.
Além de Marçal, que deixou o partido para tentar ‘espaço’ em 2016, a vereadora Délia Razuk, outra liderança importante no PMDB, estaria de saída para o PR. Nomes como o deputado estadual Renato Câmara, o secretário de Saúde Sebastião Nogueira e do vice-prefeito Odilon Azambuja, além do suplente de senador Celso Dal Lago, são citados para a função.
A briga para se colocar na disputa é tanta, que o ex-governador André Puccinelli, atualmente a mais influente liderança peemedebista no Estado, precisou vir a Dourados no mês passado para tentar apaziguar a situação, mesmo que tentasse disfarçar a sua visita ao município.
“Que racha? Vim aqui participar de uma reunião como convidado apenas, sem influenciar em nada”, disse na época Puccinelli.







