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Política

01/09/2014 07:45

O que faz os eleitores votarem em Marina? Marina

Caras

Deveríamos ter aprendido com Nelson Rodrigues que “só os profetas enxergam o óbvio”. É neste território insondável para os que se fecham às novas ideias, novas realidades, que reside a aceitação popular de Marina Silva. Os assessores e marqueteiros pagos a peso ouro pelas campanhas dos candidatos à presidência, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) – convenhamos que os outros concorrentes não têm chances de vencer ou sequer ameaçar –, fecham os olhos, não porque não queiram enxergar o óbvio, mas porque perderam a capacidade para isso.

 

Entender a aceitação de Marina Silva (PSB) poderia ser mais simples. Basta que se analise a leveza do discurso e a “falsa” produção barata e simples de seus comícios, apresentação em debates e nas mais diversas aparições.

 

Enquanto os outros dois candidatos se apresentam produzidos para venderem uma determinada imagem, usam da crítica ou da defesa num discurso ensaiado, Marina vai soberana em suas vestes ortodoxas para a sociedade, e pouco ortodoxas para a política, seu linguajar rebuscado numa cara de “todos nós”. Essa falsa falta de produção é o top dos marqueteiros da candidata.

 

Aécio faz seu papel: critica os erros do governo petista, aponta detalhes, diz que governará de forma diferente, mas tem em seus palanques figuras que foram e são constantes, desde sempre, na política. Apresenta como destaque de seu currículo sua bem avaliada gestão à frente do governo de Minas Gerais, um estado que retrata bem as dificuldades brasileiras por ter um pé no nordeste seco e outro no sudeste desenvolvido. Como gestor não deixa dúvidas de sua capacidade, no entanto politicamente tem articulações que botam medo.

 

A presidente continua apresentando seu programa em busca da reeleição dentro do país que só o PT vê. O pouco que fez apresenta como conquistas e não obrigações que se espera de um governo que está no poder há doze anos, por outro lado não explica o que deixou de fazer, as promessas não cumpridas. Tem um estranho olho torto que mira o passado representado nas relações internacionais que insiste em manter, para delírio de uma esquerda carcomida e que nem pode ser considerada ideológica e utópica, porque se valem disso para lucrar de todas as formas, manipulando massas desvalidas.

 

O eleitor está enxergando em Marina, a candidata autêntica. Uma nova opção entre um governo que vem sendo duramente criticado nos últimos 12 anos. Deve-se levar em consideração que os novos eleitores de 16 anos tinham apenas 4 anos quando do final do governo FHC – os eleitores que fazem o grande contingente de eleitores de Marina (23-29 anos) tinham entre 11 e 17 anos.

 

O atual governo, cansou. Não fossem pelos próprios erros, cansou pelo período em que governa. Ninguém acredita que poderá fazer algo diferente do que já fez. Também peca pela política econômica e nos faz temer a visão de “vira-latas” que possa reacender nos outros povos quando nos olham. Afinal, todos os outros países, vivendo a mesma crise, tem apresentado índices econômicos que nos superam em muito. O governo raspa a caixa para manter a baixa taxa de desemprego, mas não convence.

 

Marina pode sofrer abalos em sua candidatura, não pela sua postura, mas por trabalhar no limite das inverdades. Tem um discurso e outra prática. Esteve de acordo com o programa de governo de Eduardo Campos, mas fez alterações de acordo com “sua” vontade e fé, na calada – que terminou por vir a público por intermédio da imprensa.

 

A questão é a mentira

Marina divulgou nota retirando o apoio à aprovação de projetos e emendas constitucionais que garantem o casamento civil gay e à articulação, no Congresso, para a votação do projeto que criminaliza a homofobia. Foi o segundo tópico do plano de governo de Marina a sofrer alteração em menos de 24 horas. O primeiro foi a questão do investimento na energia nuclear, desmentido horas depois da divulgação do programa pelo PSB.

 

Até onde e quanto confiar na candidata de vários discursos, sem ser incisiva em ponto algum? Marina aceitou todos os pontos do candidato Eduardo Campos e, na condição de vice apoiava e lutava por estes pontos. Com a tragédia que provocou a morte do candidato, fez exigências para assumir o posto e, por direito e lógica era seu. Teve que aceitar o atual vice para evitar enfrentamento com os produtores rurais, agora altera os pontos mais críticos de seu programa de governo.

 

Mesmo assim, Marina é a cara do povo, a diferença entre partidos opositores que durante muito tempo se preocuparam tanto em montarem estratégias de desconstrução do adversário que pecaram em exercer seus governos.


Os marqueteiros erraram, não souberam mudar, não se atualizaram. Eles também não entenderam a voz das ruas. Por terem transformado os candidatos em "apresentadores" de projetos, convivem com pesquisas que os açoita e correm o risco de ver o fenômeno "Lula" agora em nova versão. 



 

 

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