O prefeito Gilmar Olarte (PP) declarou à imprensa nesta quarta-feira (20), que alguns vereadores que cobram explicações sobre o arrendamento do Hospital Sírio-Libanês estão "dissonantes" [desarmônicos] em relação ao bem de Campo Grande. Desde a semana passada, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) tenta aprovar um requerimento na Câmara Municipal, onde pede ao chefe do Executivo, que esclareça e encaminhe cópias de todos os documentos, além da ata com a deliberação do Conselho Municipal de Saúde que concretizou o arrendamento.
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (19), a parlamentar pediu a palavra e afirmou que acha desrespeitoso que o prefeito envie todos os documentos ao Ministério Público Estadual (MPE), que também havia cobrado explicações sobre o arrendamento. "Isso demonstra o desinteresse [por parte dele] pelo Poder Legislativo. Preciso da aprovação deste requerimento para que ele dê explicações em um prazo de 15 dias", comentou.

Ainda nesta manhã, ao ser questionado sobre o arrendamento pelos jornalistas, o prefeito preferiu minimizar o caso e se limitou em dizer que o processo de arrendamento está "correndo tudo normalmente". A única informação publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) foi apenas sobre extrato da locação do prédio no valor de um pouco mais de R$ 2 milhões.
A vereadora Luiza Ribeiro ainda explicou que espera que o prefeito explique mais sobre o contrato celebrado. "Tudo o que nós sabemos é somente o que foi publicado pela imprensa, nós ainda não sabemos nada sobre esse contrato", declarou.

Durante a agenda pública realizada na segunda-feira (18), Olarte disse que enviou todos os documentos e laudos para que o MPE tomasse conhecimento. "Acredito que ao analisarem o documento eles farão uma ratificação desse pedido", comentou. Na ocasião, em defesa aos atos supostamente irregulares, Olarte preferiu rebater com uma pergunta. “Eu faço uma pergunta para a população e para os poderes: Será que precisa de hospital em caráter emergencial?”.
Os valores gastos, conforme informado pelo prefeito será de R$ 1,3 milhão por mês que sairão direto da fonte 1. Ainda em relação à ação unilateral do arrendamento, Olarte informou que esteve reunido com os membros do Conselho Municipal de Saúde na semana passada e enfatizou: “ninguém, em sã consciência, será contra a criação desse hospital e, se não fossem as resistências que encontrei, já estaria pronto”.

Conforme informações da assessoria de imprensa em matéria publicada sobre o hospital explica que, "nos próximos dois meses será necessário investir aproximadamente R$ 1 milhão para pequenas adequações no prédio, compra de alguns materiais permanentes. A nova unidade de atendimento vai gerar um custo mensal de R$ 2 milhões quando toda a estrutura distribuída em cinco andares, com 102 leitos, estiver funcionamento. A Prefeitura vai pagar R$ 190 mil por mês pelo arrendamento que abrange 90 leito, mais 10 leitos de tratamento intensivo, dois de isolamento, três salas cirúrgicas, equipamento de radiografia e tomografia. Quando toda a estrutura tiver funcionando com todos os seus 102 leitos, vai gerar um custo mensal de R$ 2 milhões, cobrindo custeio e gastos com aproximadamente 191 servidores".







