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Política

24/04/2015 14:11

Olarte corta salários de professores lotados na Secretaria de Educação

O prefeito Gilmar Olarte (PP) decidiu cortar a carga horária e, consequentemente, o salário dos professores lotados na Semed (Secretaria Municipal de Educação). De acordo com a ACP (Sindicato Campograndense dos Profissionais em Educação) ao todo 150 funcionários foram atingidos pelo ‘facão’ no orçamento.

Pela determinação repassada pelas chefias após o feriado de Tiradentes, os professores lotados na Semed que são efetivos 40h continuam com carga horaria e salário normais.

Já quem é efetivo 20h e tem mais 20h complementar, vai perder 20h. Os que são contratados 40h e não tem vínculo efetivo, também perderão 20h. E o aviso geral é que ‘nenhuma diretora será obrigada a contratar quem perdeu 20h, só porque trabalha na Semed’.

Na manhã desta sexta-feira (24), Olarte disse em entrevista a rádio pública estatal que o corte nos funcionários da Semed foi uma medida tomada devido a crise que a prefeitura vem enfrentando, devido a queda de receitas.

“A Semed em peso está de luto. Perdeu qualidade de vida. Olarte fez isso na quarta-feira, pós feriado. Chamou toda a chefia anteriormente e deu o aviso. Resultado: quem não estiver contente pede para sair. Alegou que a máquina está sem dinheiro. Nem esperou encerrar o mês. Isso é covardia com os servidores da educação”, desabafou uma professora que não quis se identificar.

Para a maioria das servidores que conversaram com a reportagem, a atitude do prefeito foi inesperada e vil, uma vez que reduziu os salários alegando que é para não demitir, tirando alimento da mesa do trabalhador, pais e mães de família. “Piorou a qualidade de vida dos servidores da educação, nos desestruturando de uma forma bruta”, frisou outro servidor.

Sindicato diz que corte vai comprometer ensino e quer conversa com prefeito

 

O presidente da ACP, professor Geraldo Alves Gonçalves, informou que uma comissão do sindicato esteve reunida na tarde desta quinta-feira (23) com o secretário adjunto da educação, Osvaldo Ramos Miranda.

“Ele nos afirmou que 150 professores terão a revogação das convocações por aulas complementares e disse que esta foi uma decisão do prefeito. Encaminhamos ofício e pedimos por telefone uma audiência com Gilmar Olarte porque ontem a noite, ele não marcaram. Estamos aguardando e vamos cobrar essa conversa”, informou.

 

Segundo o professor, além do fato gravíssimo de 150 famílias serem prejudicadas, uma vez que esse funcionários vão perder metade do salário, há as questões técnicas ligadas a qualidade de ensino, relacionada ao trabalho que esse professores desempenham dentro da Semed.

“Tem gente que vai perder metade do salário. São 150 famílias  prejudicadas. Já colocamos em documento também a questão dos projetos como Escola Viva e Escola Aberta que serão frontalmente prejudicadas, bem como a qualidade do ensino. Esse professores não são administrativos, são professores desempenhando função pedagógica, lotados na Semed. Em sala de aula os contratos continuam iguais, mas vai perder em qualidade, já que quem faz o apoio e a orientação para as escolas são esse profissionais que estão sendo prejudicados”, finalizou.

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