Mesmo sem ter começado o processo de compra dos uniformes da Reme (Rede Municipal de Ensino), para o próximo ano letivo, o prefeito Gilmar Olarte (PP) criticou a conduta do antecessor, o prefeito cassado Alcides Bernal, pela demora da entrega do material no ano passado. Olarte caminha para repetir o mesmo erro da antiga administração, porque se levado em conta o tempo de abertura e final de licitação, é pouco provável que os estudantes recebam os kits escolares dentro do prazo em 2015.
No ano de 2013 e 2014 os uniformes e os Kits escolares foram entregues quase seis meses após o início das aulas, mesmo agindo da mesma forma que a antiga administração, Olarte prometeu na manhã desta quarta-feira (10), que tudo será entregue na 1ª, ou 2ª semana de aula dos alunos, marcada para o mês de fevereiro de 2015. " Não vai atrasar em nada, nós teremos os uniformes sendo entregues em dia, no início do ano letivo, será com o mesmo padrão dos anteriores, mas terá uma surpresa, será mais bonito", disse.
Com o fim de ano chegando, e as férias do funcionalismo público, o processo deve ter início apenas no próximo ano, já na beira do início das aulas. Pelos trâmites legais, a licitação deve ser aberta, publicada em Diário Oficial, e ficar em andamento por, pelo menos, 30 dias. Após isso, as empresas interessadas em fornecer os materiais apresentam os preços. Quem oferecer o menor ganha a licitação e tem prazo, normalmente entre 15 e 30 dias, para entregar o produto. Em um quadro positivo - ou seja, em uma licitação que não seja contestada judicialmente - a compra dos kits escolares leva pelo menos 60 dias. Caso haja processo judicial, pode se arrastar por meses.
O mesmo medo dos últimos anos, que já está virando uma 'rotina', assombrou os pais dos aproximadamente 90 mil alunos que estudavam na Rede Municipal de Ensino, em 2014. Mas segundo Olarte o número de estudantes aumentou para o ano letivo de 2015. " 105 mil alunos para a Rede Municipal no ano que vem, parece um problema, mas nós vamos adequar. A população está sentindo segurança no ensino público", explicou.







