O prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (PP) afirmou na manhã de hoje, durante a inauguração da sede da Secretaria Municipal de Segurança Pública, que fechou as portas da prefeitura nesta segunda-feira (10) para se juntar aos outros municípios no protesto realizado hoje em todo o Estado, com objetivo de protestar contra a crise financeira que toma conta do país com os cortes fiscais feitos pela presidente Dilma Rousseff (PT).
"Estamos solidários a todos os prefeitos, todos estamos enfrentando muitas dificuldades e é muito fácil para todos colocar a culpa no prefeito. As pessoas devem entender que os repasses diminuíram, mas toda a culpa por tudo cai em cima do prefeito, enquanto o governo federal fica em uma zona de conforto", diz Olarte.
De acordo com Gilmar, algumas reuniões foram realizadas pela frente nacional de prefeitos que deseja rever algumas decisões. "Fizemos algumas reuniões e decidimos fechar as portas como forma de protesto. Estamos lutando para que seja votado o Pacto Federativo, queremos rever decisões de leis feitas antes de definir a fonte de recurso. Não adianta colocar a culpa no prefeito por tudo que estamos passando".
Alem disso, Olarte fez questão de destacar que Campo Grande vive um momento de crise "herdada", já que assumiu a Capital após a cassação de Alcides Bernal em março do ano passado. "Vale lembrar que herdamos uma crise, isso não é culpa do prefeito Gilmar Olarte, pegamos a prefeitura endividada e as pessoas devem lembrar disso".
Após participar da inauguração da sede, o prefeito se deslocou para a Assomassul para participar de uma assembleia-geral entre os prefeitos para discutir a proposta de parcelamento dos precatórios (dívidas judiciais), feita pelo governo do Estado, que pretende devolver os R$ 43 milhões em 110 parcelas e a Assomasul sugere o pagamento em 102 vezes.







