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Política

Olarte, Elza e mais 16 devem ser indiciados em relatório da Coffee Break

04 dezembro 2015 - 13h03Por Rodson Willyams

O empresário João Amorim, sua sócia Elza Amaral, além do prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP por liminar, e mais 15 pessoas estão entre os possíveis denunciados na Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O relatório final com todos os nomes será encaminhado nesta sexta-feira (4), ao Procurador-Geral de Justiça, Humberto Brittes.

Na lista ainda estão todos os envolvidos que tiveram os aparelhos celulares que foram periciados pelo Instituo de Criminalística. Destes se enquadram os que foram detidos durante a condução coercitiva que reuniu para oitivas: os vereadores Edil Afonso Albuquerque (PMDB), José Airton Saraiva (DEM), Waldecy Batista Nunes, o Chocolate (PTB), Gilmar Neri de Souza (PRB), Carlos Augusto Borges (PSB), Edson kiyoshi Shimabukuro (PTB) e Paulo Siufi Neto (PMDB), Jamal Salem (PR) e o ex-presidente da Câmara Municipal, Mario Cesar, do PMDB.

Além deles, estão no processo o ex-vereador Alceu Bueno e os empresários João Roberto Baird, Fábio Portela e João Amorim.

No dia 25 de agosto, quando o Gaeco deflagrou a operação Coffee Break, o promotor já apreendeu celulares dos vereadores Otavio Trad (PTdoB), Eduardo Romero (PTdoB), Flávio César (PTdoB). Além dos vereadores, o aparelho do prefeito afastado de Campo Grande, Gilmar Olarte - totalizando 17 aparelhos.

Segundo a assessoria de imprensa do Gaeco, o relatório ainda não foi fechado, mas número de pessoas pode ser ainda maior e deve ser entregue à tarde a PGJ.

Coffee Break

A Operação Coffee Break é o resultado de duas operações realizadas, a ADNA do próprio Gaeco - que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, -em que o apontou como principal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara a qual foi inocentado pelos vereadores.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal em julho deste ano, que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado dos cofres públicos chega a R$ 11 milhões podendo chegar até R$ 45 milhões de recursos desviados dos cofres públicos. 

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flagraram conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive econômica, e oferecimento de vantagens como cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014.

Após o cruzamento destes dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.