O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, arrendou no dia 14 de agosto o Hospital Sírio-Libanês, sem licitação e pagando R$ 194,1 mil mensais, conforme extrato publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande). O caso gerou polêmica porque não foram divulgados os valores para o custeio da manutenção dos aparelhos, instrumentos e mobiliário, além da condição destes equipamentos.
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) questionou a contratação, e a votação de aprovação de requerimento de sua autoria que exige do prefeito que explicite detalhes do contrato entre a Prefeitura e a El Kadri Participações e Investimentos Imobiliários, vem sendo boicotada pela ampla base de apoio ao prefeito na Câmara Municipal da Capital.
Após a aprovação de dois requerimentos a sessão de terça-feira (2) foi esvaziada pelos vereadores da base aliada quando o requerimento 057/14, de autoria da vereadora Luiza Ribeiro (PPS) entrou em pauta. Há um mês a parlamentar tentar aprovar o documento que solicita que ao prefeito Gilmar Olarte (PP) enviar todas as informações sobre o arrendamento do Hospital Sírio-Libânes.
A votação do requerimento provocou debates e gerou polêmica entres os parlamentares. Durante a discussão sobre a aprovação do requerimento, alguns vereadores que estavam na sessão foram deixando o plenário, impedindo o quórum mínimo de 15 vereadores presentes à sessão.
No dia 17 de agosto, o Ministério Público Estadual (MPE), que havia aberto procedimento preparatório, que corre em segredo de justiça, para investigar a licitude do contrato, uma vez que o Conselho Municipal de Saúde não foi consultado e não foram dadas explicações sobre o contrato, deu, no dia 17 de agosto, prazo de 10 dias para que a Prefeitura de Campo Grande disponibilizasse leitos hospitalares em quantidade suficiente para atender aos pacientes internados “irregularmente” por mais de 24 horas nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e nos Centros Regionais 24 horas (CRS).
Segundo Olarte, a prefeitura conseguiria cumprir o prazo dado pelo MPE, mas não cumpriu o prometido.
Imprensa expulsa pela polícia
A obra que está sendo realizada apresenta ilicitudes como a falta de placa de identificação dos profissionais responsáveis. Questionado, um funcionário da obra, de nome Francisco, não soube informar quem estaria responsável pelo acompanhamento e vistoria.
Posteriormente estiveram no local dois funcionários da prefeitura, o arquiteto Nelson Guimarães que informou que não sabe dizer se a obra está sendo feita a pedido dos antigos donos do Hospital ou pela prefeitura. Estranho, uma vez que ele pertence ao quadro de servidores e se diz responsável pela obra. Segundo Nelson, pode ter havido um acordo entre a prefeitura e a El Kadri Participações e Investimentos Imobiliários.
O funcionário identificado como Augusto, convidou os jornalistas a se retirarem do local e que, se quisessem mais informações, que procurassem o MPE. Cinco guardas-municipais que escoltavam os funcionários de Olarte, retiraram os jornalistas do local.







