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Política

há 11 anos

Olarte terá que mudar administração com antigos dirigentes

Contraponto

Na manhã desta segunda-feira (24), o prefeito Gilmar Olarte (PP), acompanhado do presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal da Capital, secretários e alguns dos vereadores, apresentou um "Relatório de Avaliação das Ações Administrativas da Prefeitura Municipal de Campo Grande". Nele foram elencados diversos problemas encontrados nas mais diversas Secretarias e Órgãos Públicos, deixando clara a ineficiência e incompetência de uma gestão engessada pela excessiva centralização da administração Bernal.

Ficou claro que houve uma deterioração administrativa neste período de explicita "queda de braço" entre o executivo e o legislativo que prejudicou o crescimento da Capital e afetou a qualidade de vida da população.

O saldo da inoperância do governo "Teimocrático" de Bernal, que centralizava decisões e provocava atrasos de investimento pela impossibilidade de apenas uma pessoa conseguir coordenar e ordenar cada passo dos diversos segmentos administrativos, explica os erros de execução orçamentária, a falta de investimentos, o comprometimento da arrecadação e a perda de recursos Estaduais e Federais.

Essa gestão temerária impediu Campo Grande de construir ou apresentar projetos habitacionais, pois nenhuma moradia foi entregue durante todo o ano de 2013 e não existem projetos de construção que permitam a entrega destas unidades ainda em 2014; pôs em risco o fornecimento de merenda escolar; deixou sem os kits escolares todas as crianças do ensino municipal e adiou para agosto a entrega de uniformes.

Verbas federais destinadas a programas sociais foram canceladas por não haver projetos, assim como foram cancelados investimentos em infraestrutura, num total aproximado de R$ 124 milhões, que somados aos R$ 69 milhões que foram perdidos de receita própria causam um atraso de investimentos de difícil recuperação.

Secretariado antigo

 A nova gestão sob a batuta de Olarte promete uma ação descentralizada, com um secretariado técnico e competente. Nessa administração ao molde parlamentarista, Olarte atua como o 'super-secretário" ordenador de funções. Mas esse mesmo secretariado não consegue fazer crer que façam algo de novo em setores que apresentam gargalos, pois é formado por pessoas ligadas de alguma forma ao governador André Puccinelli (PMDB), alguns que ainda sob a batuta deste foram auxiliares diretos ou indiretos do governo Nelson Trad Filho (PMDB), e os casos mais específicos dos ex-vereadores Edil Albuquerque (PMDB)que foi vice-prefeito de Nelsinho e Dr. Jamal Salém (PR) da base aliada do mesmo governo.

No relatório apresentado, chama a atenção, e Gilmar Olarte ressaltou esses aspectos, o descuido com ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel à Urgência (SAMU) , que possuíam apenas 5 viaturas em operação, agora mais quatro que foram recuperadas, equipamentos e mobiliários quebrados e imóveis  deteriorados. Mas isso não é novidade para a população mais carente desses serviços, afinal não é de hoje que a Saúde Pública se mostra precária, aquém do humanamente necessário.

Portanto é difícil prever como o secretário da Saúde, Dr. Jamal Salém, que em momento algum no exercício da vereança questionou essa pasta na gestão Nelsinho Trad, aprovando orçamentos e gestões, possa fazer algo inovador. Uma das primeiras questões a ser explicadas, dentro dos parâmetros de transferência definidos pelo atual prefeito, é a compra sem licitação de medicamentos da Empresa Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares Ltda., uma das empresas que faziam parte do esquema de Carlinhos Cachoeira e é investigada pelo Ministério Público Estadual de Goiás.

Esperança

De qualquer forma, a população que se viu expropriada de seu voto, primeiro pelo prefeito Alcides Bernal (PP) que subestimou o valor do apoio popular e não teve capacidade de cumprir com as promessas, mesmo tendo bagagem legislativa bastante ampla; segundo pela obstinada resistência opositora da Câmara Municipal, exacerbada em quase todos os momentos; de que uma administração técnica, com um prefeito de parece saber delegar poderes e cobrar ações, venha tocar uma cidade que está parada.

Com aumento de receitas, elaboração de projetos, diálogo entre executivo e legislativo, apoio da bancada federal e imediata busca de recursos, fornecedores pagos ou com os contratos negociados, alunos com o indispensável material escolar e as crianças dos Ceinfs sem risco de lhes faltar merendas, a gestão Olarte começa a ganhar a confiança da população e Alcides Bernal vai para o ostracismo levando junto consigo o período de fartas promessas e administração temerária.

Pelo que mostram as mais recentes pesquisas, algumas delas, nas mãos dos partidos, bem precisas em suas conclusões, mostram que o erro não contagiou a esperança de mudança. Portanto, mesmo com uma boa atuação da gestão Olarte, sob o secretariado de André Puccinelli, nada indica que a disputa que se desenha para o Senado, entre o atual governador e o deputado federal Reinaldo Azambuja, mostre uma tendência favorável ao ex-secretário, ex-prefeito e atual governador nesta sua jornada de 20 anos.

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