Os vereadores da oposição criticaram a Prefeitura de Campo Grande por optar por escalonar os salários dos servidores, referente ao mês de julho, em quatro etapas. O anunciou foi feito na manhã desta terça-feira (14), pelo secretário-adjunto da Seplanfic (Secretaria de Planejamento, Finanças e Controle), Ivan Jorge, e revoltou os parlamentares.
O vereador Paulo Pedra (PDT) classificou a medida como vergonhosa, além de considerar um desrespeito ao servidor."Criaram milhares de cargos comissionados e, por isto, houve um descontrole das finanças", afirma. O parlamentar ressaltou que houve aumento no fluxo de arrecadação.
A vereadora Luiza Ribeiro (PPS) afirmou que não há justificativa para o parcelamento. "O relatório do quadrimestre, fechado em abril e aberto em maio, apontou um aumento da receita", explica.
De acordo com a parlamentar, o ISS (Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza) apresentou aumento de 12,05%, em 2015, em relação ao mesmo período do ano passado. O IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) teve aumento de 5% na arrecadação, além disto, o ICMS (Imposto de Circulação de Mercadorias), apesar das perdas, apresentou aumento de 5%. O fundo de participação dos municípios também ganhou acréscimo de 4,3%.
Para a vereadora, a crise alegada pela prefeitura, ocorre por causo do excesso de aditivos à empresas que, inclusive, estão sendo investigadas pela operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal. O aumento de contratações no Proinc (Programa de Inclusão Profissional) e Seleta (Sociedade Caritativa e Humanitária).
O líder do prefeito Gilmar Olarte (PP), na Câmara, vereador Edil Albuquerque (PMDB), considerou uma situação difícil a necessidade de parcelamento do salário dos servidores, já que, há muitos anos a prefeitura vinha fazendo o pagamento com pontualidade rigorosa. Apesar disto, ele considera a situação pontual e acredita que até o próximo mês será normalizada. "Assim espero", disse.
Em greve e com salários atrasados
De acordo com o presidente da ACP (Associação Campo-grandense dos Profissionais da Educação), Geraldo Gonçalves, o escalonamento dos salários irá afetar diretamente a categoria. Conforme o quadro apresentado pelo secretário Ivan Jorge, os professores receberão apenas no dia 12 de agosto.
O atraso vem acompanhado da recusa do Executivo Municipal em negociar com a categoria, que deu 15 dias de férias para greve, que já dura mais de 40 dias. Diante do atraso, a ACP promete recorrer a justiça para receber os juros referente aos dias do atraso.







