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Política

12/08/2014 13:00

Outro caso de intolerância religiosa registrado na Fundac

Câmara Municipal

O vereador Eduardo Romero (PTdoB) informou na manhã desta terça-feira (12), na Câmara Municipal, que outro representante de centro espírita teve o pedido negado pela diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Juliana Zorzo, para a realização de eventos musicais na Quinta Gospel, em Campo Grande. Este seria o segundo caso 'rotulado' como intolerância religiosa pela Fundac.

 

Conforme o parlamentar, o pedido foi realizado no dia 11 de dezembro pelo presidente do Instituto de Cultura Espírita de Mato Grosso do Sul e sócio da Associação Brasileira de Artistas Espíritas, João Batista Paiva a Fundac. Em resposta, por meio de ofício, a diretora-presidente informou que o pedido solicitado "fugia da proposta do evento, destinado ao público evangélico cristão".

 

Porém, Romero explicou na sessão da última quinta-feira (07), que o projeto criado no dia 20 de julho de 2012, pelo então vereador Lídio Lopes, prevê a apresentação de artistas nacionais e regionais, mas não mostra qualquer delimitação de religião para a realização do evento. "Ou eu sou um tremendo idiota e não entendi, porque a lei não fala nada de evangélicos somente”, declarou na ocasião.


Foto: Geovanni Gomes

A cantora Rita Ribeiro em seu último show "Tecnomacumba", sucesso de crítica em todo o Brasil

 

No entanto, o vereador ainda explicou que encaminhou na quinta-feira, um ofício contendo todos os encaminhamentos pedindo explicações para a diretora-presidente Juliana Zorzo, sobre a negativa que foi direcionada ao zelador da Tenda de Umbanda, Pai Joaquim de Angola, Elson Borges, que havia solicitado o show da cantora Rita Ribeiro, onde a artista desenvolveu em 2006 o projeto “Tecnomacumba”. "Fizemos todos os encaminhamentos para a Fundac e também enviei o caso para o Ministério Público Estadual. O principal papel do legislador é zelar pelo município e estou no aguardo destas respostas".


Polêmica

Sobre o debate realizado na quinta-feira (7), Eduardo Romero explicou que houve uma confusão do mérito por parte dos parlamentares. "O objetivo do debate não era favorecer nenhuma religião. A má interpretação [dos vereadores] levou a geração de vários erros sobre a questão", comentou.

 

Mesmo assim, passado o mal-estar, Elizeu Dionizio (SD), que é membro da bancada evangélica na Casa de Leis, manteve a opinião e afirmou que a intolerância religiosa parte do outro lado e garantiu que os evangélicos são perseguidos em Campo Grande. "Fui eleito pela maioria evangélica e defendo o seguimento cristão. Imagina se eu resolvo fazer no sábado um culto em pleno Carnaval. Ninguém iria gostar porque querem curtir de uma forma diferente. Nunca vi terreiro de macumba ser gospel".


Foto: Geovanni Gomes

 O vereador Elizeu Dionísio (SD), membro da bancada evangélica disse: "...Nunca vi terreiro de macumba ser gospel"


O vereador ainda explicou que aguarda resposta do Ministério Público Estadual e que fará a defesa do caso. "Aqui pela Câmara Municipal se for preciso, nós vamos mudar a Lei da Quinta Gospel e especificar o público. Nós temos que parar com a demagogia: a política e a religião caminham juntas", declarou.

 

Já Chinquinho Telles (PSD) que fez uma declaração polêmica ao fechar a sessão e aconselhar os colegas para escreverem nos santinhos de campanha a seguinte frase: "não aceitamos votos de evangélicos!" O ato causou um certo desconforto entre os parlamenares. Elizeu Dionizio se mostrou ofendido e em tom de revolta afirmou: "aqui não é lugar para moleque!"


Foto: Geovanni Gomes

 O vereador Chiquimho Teles (PSD) para polemizar soltou: "Não aceitamos votos de evangélicos", disporou

 

Nesta manhã, o vereador se justificou dizendo que o parlamentar ao ser eleito não pode governar para determinadas classes. "O vereador é para legislar para todos. Eu não concordo com o debate que foi feito. Nós temos que pregar a igualdade a qualquer credo e raça. Agora o que ficou parecendo aqui era que só quem era evangélico era filho de Deus e o resto era filho do demônio. O vereador tem que atender a todos os seguimentos sem distinção", finalizou.

 

Em declaração ao site Top Mídia News, na última sexta-feira (8), o prefeito Gilmar Olarte (PP) afirmou que concorda com a criação de um dia para as religiões não cristãs, porém, ele declarou que só serão atendidas se houver recursos disponíveis pela Fundac.

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