Diante dos acontecimentos que envolvem a Prefeitura de Campo Grande desde o ano passado, os moradores da Cidade Morena ficaram mais criteriosos quando assunto envolve a atual administração do prefeito progressista, Gilmar Olarte.
Por duas semanas, a equipe do site Top Mídia News, teve enquete onde a população avaliou a administração do prefeito Gilmar Olarte. A pergunta foi a seguinte: "Como você avalia os primeiros nove meses da gestão Gilmar Olarte à frente da Prefeitura de Campo Grande?". As alternativas foram as seguintes: Ótima, Boa, Ruim ou Péssima. A população participou e 75% julgou a administração como péssima.

Há 11 meses à frente da administração de Campo Grande, desde que assumiu o cargo, um dia após a cassação do ex-prefeito Alcides Bernal, do PP, o atual chefe do Executivo e ex-vice de Bernal passou por alguns desafios que colocaram em xeque a forma como conduz a cidade. Vereadores da oposição o classificam como inexperiente para exercer o cargo, que requer tamanha responsabilidade.
O fato é que Olarte recebeu a prefeitura com recursos escassos, já que os vereadores da situação reduziram a suplementação, que na época do ex-prefeito Nelson Trad Filho era de 30%, para 5% na era Bernal. Os reflexos desta decisão custaram caro para a prefeitura, que também apresentou queda na receita, mas ainda assim, arrecadou mais em 2014 do que em 2013.
Diante deste fato, a reportagem levantou alguns pontos que podem ter contribuído para que a populção desaprove a gestão Olarte. A enquete foi realizada pelo site Top Mídia News, e não possui parâmetros científicos, servindo como "termômetro" de opinião dos leitores do meio de comunicação.
Relembre:
Professores - Supostamente sem dinheiro, Gilmar Olarte enfrentou a principal crise do seu governo com a classe docente. Os professores reivindicavam o reajuste salarial sobre o piso nacional que cobravam a última parcelado do acordo fechado no passado de 8,46%. Olarte se negou a pagar e os professores entraram em greve permanecendo por 14 dias. Após uma briga judicial, um acordo foi feito o valor foi dividido e termina em março deste ano. Porém, uma nova queda de braço se aproxima já que o prefeito voltou a falar de crise financeira e o Governo Federal reajustou o percentual sobre o piso da educação básica para 13,01%.
Aumento do IPTU - Com aval dos vereadores da situação, o projeto encaminhado pelo prefeito foi aprovado. O reajuste foi de 12,58% para 2015. O índice foi bem além da inflação no ano que fechou em 6,5%. o Indiíce foi considerado alto e a população não gostou, mas a teve que aceitar pagar pelo imposto.
Transporte Público - Como se não bastasse, Olarte reajustou a tabela e valor do transporte que era de R$ 2,70 saltou para R$ 3. Esse foi uma das principais reivindicações em 2013, pelo movimento Passe Livre, na época, em Campo Grande, o ex-prefeito Alcides Bernal congelou a tarifa. Entre as promessas, um fundo para o transporte seria criado para subsidiar as gratuidades, mas este projeto nunca saiu do papel.

Saúde - Esse foi outro alvo de polêmica, a criação do Centro Pediátrico. O prefeito ignorou as recomendações do Conselho Municipal de Saúde e mesmo sem dinheiro, arrendando o prédio do antigo Hospital Sírio-Libanês, da Rede El Kadri. Porém, o Hospital corre o risco de fechar as portas já que não segue os critérios obedecido pelo Ministério da Saúde. Os recursos que seriam supostamente garantidos em 2015 podem não vim para a unidade. Isto pode causar nova dor de cabeça para a administração pública.
Estímulo as favelas - Com obrigação de retirar os moradores da Comunidade Cidade de Deus, o prefeito deve transferir os moradores do local para uma área localizada no Jardim Noroeste. O fato é que o terreno não seria da prefeitura e, paralelamente, ocorre uma briga na Justiça. Por outro lado, após o anúncio de um loteamento social na região, promoveu o número de invasões e os moradores do bairro rejeitaram a ida dos novos vizinhos. O fato é que o índice de favela na região aumentou e se transformou em nova dor de cabeça para prefeitura.
Gaeco - Por conta do cassação, o prefeito ainda enfrenta uma investigação iniciada pelo Gaeco, do Ministério Público Estadual que encaminhou a denúncia para o Tribunal de Justiça que apura o envolvimento do atual chefe do Executivo e de parlamentares em crime de estelionato, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. O caso segue em segredo de Justiça.
Tapa-Buraco - Olarte pode enfrentar um grande problema também na Câmara Municipal já que alguns vereadores querem saber como funciona o repasse de recurso para as empresas de tapa-buraco. O valor custa R$ 13 milhões mensais ao custo de R$ 500 mil por dia.
Obras - Embora tenha inaugurado somente obras deixadas por Nelsinho, até o momento, do seu governo Olarte inaugurou só a Avenida Guaicurus que foi entregue sem ciclovia.








