O deputado estadual Junior Mochi (PMDB) afirmou, se referindo ao ex-prefeito de Campo Grande Nelson Trad Filho, que nunca um pré-candidato 'precisou tanto do partido' para poder se firmar em uma eleição. A declaração foi concedida na manhã desta terça-feira (27), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.
Segundo Mochi, o nome de André Puccinelli (PMDB) quando se candidatou tanto para prefeitura quanto para o governo, 'sobressaía além do partido', o que facilitava a construção de alianças políticas e unia a legenda. Porém, isto não acontece com o atual pré-candidato que até o momento possui apoio de legendas consideradas inexpressivas.
Nelsinho só conseguirá vencer as eleições se conseguir cumprir uma missão muito complexa na atual conjuntura - a de unir as correntes dentro do PMDB, conforme afirma seu líder na Casa de Leis. "O que nós trabalhamos internamente no PMDB é que nunca um candidato precisou tanto do partido. E só a unidade e o fortalecimento da legenda vai provocar a vitória do Nelsinho", afirmou.
O governador já declarou que votará na presidente Dilma Rousseff e trabalhará por ela, nem que para isso tenha que se licenciar do partido. O mesmo argumento já foi declarado pelo presente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, Jerson Domingos, que mantém conversas constantes com o pré-candidato ao Governo do Estado, senador Delcídio do Amaral (PT).
O apoio de Nelsinho ao pré-candidato Eduardo Campos (PSB) ainda permanece indefinido, já que a decisão até momento está nas mãos da Executiva Nacional do PMDB que vai determinar se os diretórios estaduais ficarão livres para apoiar quem quiser ou se vão proibir e fechar o apoio a presidente Dilma Rousseff.
Se a última opção for sacramentada, o apoio a Campos pode cair por terra e significar mais uma derrota de Trad Filho que será obrigado a apoiar Dilma nessas eleições, contradizendo suas últimas declarações sobre a presidente. Ainda assim, caso o partido libere os diretórios regionais, Mochi alegou que o apoio a Campos permanece incoerente, já que o PMDB nacionalmente será vice da presidente com Michel Temer.
Todas essas definições serão tomadas no dia 10 de junho durante o encontro nacional com o PMDB. "Só depois dele que vamos decidir qual será o nosso caminho: se vamos optar por Campos ou Dilma", finalizou.







