Com as dificuldades para a criação do PL (Partido Liberal), o deputado estadual Marquinhos Trad pode ser obrigado a continuar no PMDB para não perder o mandato. A possível fusão entre o DEM e o PTB, segunda opção do parlamentar, também pode ser descartada, pois decisões judiciais anteriores favoreceram o partido em detrimento do candidato.
Marquinhos alega que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) está muito "confiante" de que sua cadeira na Assembleia Legislativa pertence à legenda, o que prejudica suas articulações para se filiar a um partido resultante da fusão entre duas siglas já existentes. "Tem decisões judiciais favoráveis ao partido", enfatiza.
Por sua vez, o PL enfrenta dificuldades para recolher as 495 mil assinaturas previstas por lei. Em decisão recente, a Justiça Eleitoral de São Caetano do Sul, localizada na região metropolitana de São Paulo, rejeitou 90% das 106 assinaturas apresentadas na capital paulista, validando apenas 11 solicitações. O partido é articulado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que planeja fundi-lo com o PSD.
Ao mesmo tempo, lideranças do PMDB e do DEM mobilizam o Congresso Nacional para acelerar a reforma política e outras propostas que reduzem as chances de viabilizar um novo partido. Na última quarta-feira (25), a Câmara Federal aprovou o projeto do deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) que permite a fusão de partidos políticos apenas após cinco anos da obtenção do registro definitivo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Marquinhos planeja deixar o PMDB até outubro para viabilizar sua candidatura para a prefeitura de Campo Grande em 2016. Ele acabou isolado dentro do partido após acusar os correligionários de prejudicarem seu projeto e trabalharem na campanha de candidatos adversários do partido quando seu irmão, o ex-prefeito Nelsinho Trad, concorreu para o governo do Estado.
No último embate com os colegas de bancada, Marquinhos acabou de fora da CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação), a mais importante da Casa de Leis, e, por isso, decidiu não participar de nenhuma outra comissão. Agora disputa com Eduardo Rocha a participação na comissão especial de acompanhamento às negociações do Governo do Estado com a Cesp, que controla a usina hidrelétrica de Porto Primavera.







