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Política

28/02/2023 15:57

Para ter 'palco', parlamentares de oposição a Lula pedem CPMI dos atos golpistas

Bolsonaristas da bancada de MS assinaram o pedido de investigação mista sobre atos golpistas em Brasília no intuito de investigar o governo federal por omissão

Da bancada federal de MS, Marcos Pollon (PL), Luiz Ovando (PP), Rodolfo Nogueira (PL), Nelsinho Trad (PSD) e Tereza Cristina (PP) assinaram, nessa segunda-feira (27), pedido de abertura de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar os atos antidemocráticos de 8 de janeiro, em Brasília.

Os parlamentares bolsonaristas têm intenção de indicar que houve omissão de autoridades do governo federal quanto a ações para impedir as depredações de golpistas em prédios dos três poderes.

Naquela ocasião, políticos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) chegaram a dizer que infiltrados da esquerda seriam os responsáveis pelo quebra-quebra. No entanto, centenas de vídeos com pessoas que pediam golpe militar e eram fãs do ex-presidente começaram a aparecer, ajudando a identificar os extremistas, que foram presos.

A analista política, Denilde Holzacker, disse ao UOL que entende essa tentativa da oposição como maneira de usar a CPMI como palco político, já que não traria novos fatos as investigações já iniciadas.

"Toda a CPMI tem o seu início e nunca se sabe como termina. Por isso, parte da dúvida no governo em apoiar agora. Ela terá esse espaço dos grupos bolsonaristas e isso é uma preocupação do governo também. O objetivo da CPMI é ajudar a trazer instrumentos de investigação e novas informações, mas, na prática, não me parece que ela vai contribuir. Ela vai ser um palco para uma atuação e quase lacração de alguns parlamentares de oposição."

Até a última atualização desta reportagem, 156 deputados federais e 33 senadores haviam assinado o requerimento, entre eles os sul-mato-grossenses.

O que diz a oposição?

Bolsonaristas ouvidos pelo UOL disseram que o objetivo é responsabilizar autoridades federais por omissão nas ações para impedir os ataques de 8 de janeiro. "Há notícias que a Abin alertou sobre os riscos de violência na véspera de ataques em Brasília. Entretanto, não se sabe da veracidade desses fatos, o que nos impõe a necessidade de apurar se houve a efetiva emissão de alertas", disseram o parlamentares de oposição. 

Mais cedo, o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), havia pedido ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que envie, em até 10 dias, informações sobre a criação da CPI dos atos.

Base do governo Lula

A base do governo Lula não apoia a criação da CPMI, justamente por temer que a comissão se torne palco para a extrema-direita.

Também de MS, a senadora Soraya Thronicke (União) tentou emplacar uma CPI com o mesmo objetivo, mas não houve progresso. No mês passado, o presidente Lula afirmou que os atos já são investigados pelos órgãos competentes e que os responsáveis por financiar e depredar estariam sendo identificados, tendo contas bloqueadas e prisões decretadas através da operação Lesa Pátria da Polícia Federal.

Para o petista não há necessidade de instauração de comissão. 

O pedido de CPMI precisa ser lido pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para ser instaurada, ou seja, está nas mãos dele. 

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