A denúncia de favorecimento ao presidente do PTdoB pouco afetou a rotina dos vereadores de Campo Grande. Para eles, a situação de Morivaldo, que tem filho nomeado pelo prefeito de Campo Grande, é apenas de "articulação política". Éder Firmino de Oliveira tem cargo na Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) - leia mais sobre o caso clicando aqui.
Pressionados, os vereadores do PTdoB afirmaram que o caso envolvendo o filho do presidente do partido, Morilvaldo Firmino de Oliveira, tem que ser analisado com atenção. Porém, alegam os parlamentares que mesmo a pessoa sendo filho, esposa ou qualquer outro tipo de parentesco com dirigentes partidários, não há crime no caso. A declaração foi do atual líder da bancada na Câmara Municipal, Flávio Cesar, que é pré-candidato a prefeitura de Campo Grande, em 2016.
Segundo ele, a questão precisa ser bem analisada. "Nós temos que ir por uma linha tênue. Agora só porque é filho, esposa ou irmão não vão poder existir (a nomeação)? O que tem que ser analisado é como foi a forma desta contratação? Como é a questão da formação e da competência e onde foi lotado, se tem o perfil para a função. Tudo isso, é uma linha tênue e que a gente precisa ter o cuidado. Só porque é parente não vai poder existir ou ocupar cargo político? Nós temos que analisar com calma", defendeu Flávio Cesar.
Já Otávio Trad, outro vereador do PTdoB, comentou que não vê nenhum tipo de impedimento do filho do presidente da sigla assumir um cargo na administração. "Acho que não tem nada que impeça que o filho do presidente assuma um cargo técnico dentro da prefeitura. Eu não tive vantagem e nem quero ser nomeado para nada, mas acredito que isso também deve ser perguntado para o presidente".

(Foto: Geovanni Gomes/Arquivo Top Mídia News)
Eduardo Romero, outro vereador que integra a bancada, explicou que a decisão de indicar o filho do presidente para um vaga na administração municipal partiu do próprio prefeito. "Agora não sei se a indicação foi fruto de uma relação entre o Firmino e o prefeito, ou pela própria competência do rapaz. Mas partidariamente nunca houve indicação para cargos. A Beth Félix [titular da Agetran] e o Cícero Ávila [titular da Funsat] estão lá por escolhas pessoais do prefeito", finalizou.
Gravação
Sobre a áudio divulgado onde Firmino foi flagrado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) pedindo "espaço" na administração do atual prefeito Gilmar Olarte. Os vereadores classificaram o caso como encerrado e que na gravação o presidente estaria fazendo articulação política.
Para Flávio Cesar, a conversa entre o presidente o prefeito não mostrou algo que comprometesse o partido. "Não vejo nenhum tipo de impedimento e nem uma conversa comprometedora até porque o prefeito estava conversando com todos os partidos em um fase que estava agregando partidos na administração. O Gaeco deu como encerrado o caso e nós fomos convidados para prestar esclarecimentos como testemunhas e não há nada de comprometedor nesta conversa".
O parlamentar ainda revelou que isso não deve manchar a imagem do partido uma vez que a legenda pretende lançar uma candidatura própria em 2016 e o ele seria um dos pré-candidatos ao lado dos deputados Mara Caseiro e Marcio Fernandes.
Trad ainda revelou que a credibilidade do partido deve ser revisada de maneira individual. "Foi uma decisão isolada, mas a bancada do PT do B em nenhum momento teve a intenção de fazer parte da administração do Olarte, inclusive pretende disputar a prefeitura. Acredito que isso não afeta a imagem do partido e os envolvidos no pleito eleitoral não estão no aúdio telefônico".
Romero apenas se limitou em dizer que o caso é 'antigo e já foi encerrado' e que apesar do áudio nenhum vereador ocupou um cargo político.







