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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Para vereadores, nova acusação do MPF comprova cassação legal de Bernal

14 outubro 2015 - 13h01Por Izabela Sanchez e Dany Nascimento

Os vereadores acreditam que a acusação feita pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o prefeito, Alcides Bernal (PP), por suposto desvio de R$ 647 mil da merenda escolar, é só mais uma prova de que a cassação de Bernal em 2014 foi legítima. Bernal perdeu o cargo em processo na Câmara Municipal, em março do ano passado, mas conseguiu reverter a situação na Justiça.

Eduardo Romero (PTdoB), acredita que além de legítima, a questão dos desvios da merenda escolar foi apenas um dos motivos que o levaram a votar a favor da cassação. “Foi apenas um dos 9 itens dos crimes apontados pela Comissão Processante. Esse assunto também foi discutido e apontado pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), tanto é verdade que agora está nas mãos do MPF, que pode fazer ele devolver esse recurso. Isso me dá tranquilidade de saber que a Câmara optou pela cassação e que isso não foi baseado em invenções. Estou muito tranquilo porque meu voto foi feito em situações concretas e reais”.

“Isso foi motivo de muita discussão na câmara e agora ele tem que responder no MPF. A Câmara fez o papel dela e o Bernal sempre fala ‘que as coisas não existiram’, mas agora vai ter que responder no MPF”, declarou Paulo Siufi (PMDB).

Já Chiquinho telles (PSD), vai além e afirma acreditar na seriedade do MPE (Ministério Público Estadual) e do MPF, destacando que “se a justiça definir que prefeito e vereadores devem ser afastados, deve ser acatado".

“A Justiça vai dar um parecer, vamos aguardar.  Tanto MPE quanto MPF fazem trabalhos excelentes, por isso acreditamos na justiça e o resultado que sair deve ser acatado. Tudo isso foi mostrado na CPI. Fomos cobrados, fizemos o nosso trabalho, está na hora de passar a política de Mato Grosso do Sul a limpo. A sociedade quer uma resposta”, declarou.

Em relação aos problemas na administração de recursos da merenda escolar, os vereadores afirmam que a falta de planejamento e seriedade da prefeitura com o assunto, é o principal motivo da falta de alimentos. “Falta planejamento por parte do executivo para utilizar os alimentos que se tem. O prefeito pode falar que estragou, mas estragou porque não foi planejado direito”, defendeu Eduardo Romero (PTdoB). Na terça-feira, a prefeitura incinerou cerca de 625 quilos de alimentos.

Siufi afirma que foi até procurado por um avô de uma das crianças que frequentam as Ceinfs (Centros de Educação Infantis), e que a pessoa teria utilizado dos próprios recursos para levar 4 quilos de carne moída para a Ceinf onde a criança estuda.

“Esse é um serviço que não pode ficar parado. As crianças precisam se alimentar. A Casa tem cobrado”, defendeu Chiquinho Telles.