O deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT/MS) classificou como incompetente a atuação do secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, após a declaração dele, em live ontem (22), onde disse que “negacionistas da covid-19 deviam assinar termo de compromisso dispensando o uso de respiradores e equipamentos do Sistema Único de Saúde, caso se infectem com a doença”.
Na visão de Geraldo, comerciantes que não cumpram regras e advogados do “libera tudo que é uma gripezinha” deviam abrir mão do atendimento gratuito.
Apesar do problema, Dagoberto acredita que o governo do estado está pecando na atuação contra a doença e que prefeitos do município do interior estão pedindo socorro. “Não tem presença do estado, e quando aparece é só para atrapalhar. Falta atitude, estou vendo uma omissão aos municípios. A SES não existe praticamente. Só o Marquinhos Trad [Campo Grande] e alguns prefeitos que demonstraram competência na atuação”, disse o deputado.
A pandemia do novo coronavírus está causando atritos entre políticos em meio a tantas declarações. O deputado federal bolsonarista, Luiz Ovando (PSL/MS), que também é médico, disse que Geraldo foi infeliz na fala, e que mesmo se o indivíduo assinasse o termo, "o serviço de saúde é obrigação do estado pela Constituição”.
“Declaração infeliz e imprópria. Do ponto de vista médico, todas as vezes que uma pessoa precisa, como cidadão e vendo risco a vida, temos de interromper a ameaça a vida da pessoa”, explicou o médico.
Para ele, Resende devia pedir desculpas pelo comentário.
Na Bahia
Ao início da semana, o secretário estadual de Saúde da Bahia, Fábio Vilas Boas, postou no Twitter o mesmo argumento aos negacionistas. “Em meio à fase mais crítica da pandemia na BA, será que essas pessoas que pregam o relaxamento do distanciamento social aceitam assinar um termo renunciando o acesso a leitos de UTI e ventilação mecânica para si, para seus pais e seus filhos?”.

(Reprodução Twitter)








